sexta-feira, 29 de maio de 2009

Tempo de apurar o amor

Onde se apura o amor? Entre taças e cálices, entre gestos, entre dizer e não-dizer é que se apura o amor. Mas o amor também se apura nos intervalos amorosos. Afinal, o amor não vive apenas numa atmosfera da lareira com vinho. Há que se fazer ajustes entre o desejo e o fado. E a tudo o amor reclama, para não ser desamor não suprido. O amor pede orvalho, suspira transparência, quer o rufar dos tambores, um festival de asas ensaiando vôo. O amor quer celebração, alumbramento, dança, música, e dedilha no ardor das cordas seu delito de “amar, desamar, amar”.

Luciana Pessanha

3 comentários:

  1. Luciana querida
    Tempo de apurar o amor
    perfeito,
    é preciso transparência, respeito-
    E s P a ç o !
    abraços da tua leitora e amiga virgínia

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  2. Q
    Tempo de apurar o amor...Linda!Perdoem-me o adjetivo batido.Crônica-poética, com Luciana deixando indelevelmente sua marca:delicadeza de alma.

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"A crônica é um gênero que apresenta dupla filiação, já que o tempo e o espaço curtos permitem o tratamento literário a temas jornalísticos. Tem do jornal a concisão e a pressa e da literatura, a magia e a poeticidade que recriam o cotidiano."

(Maria Lúcia da Cunha Victorio de Oliveira Andrade)
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