quarta-feira, 3 de junho de 2009

Já que desejas partir...

Já que desejas partir...


Há quanto tempo vivemos aqui, só nós dois e nosso amor, cercados por essas montanhas e pelas rosas que cultivas.

Agora desejas partir, ir para longe de mim, palmilhar outros caminhos, buscar novos horizontes. E eu, que te amo tanto, exatamente por isso não posso impedir-te de partir. Vai, meu amor! E procura ser feliz!

Espero que encontres quem faça bater ainda mais forte teu coração, e que te dê um amor, se isso for possível, ainda maior que o meu.

E depois que partires, e eu sentir saudade da tua voz, ouvirei o murmurar do riacho e será como se ouvisse teu cantar. À noite, quando sentir saudade do teu olhar, verei aquela grande estrela, ali, no Ocidente, e fingirei que vejo no seu brilho a luz que se irradia dos teus olhos.

Quando o vento tocar minha face, fecharei os olhos e imaginarei que são tuas mãos me acariciando do jeito terno que fazes.

Quando sentir falta de tua pele macia, acariciarei as pétalas de tuas rosas, e será como se acariciasse teu corpo aveludado.

Cuidarei de tuas flores, nelas depositarei o amor que te dedico. E ao sentir das rosas o doce aroma, será como se sentisse o teu perfume.

E quando longe de mim estiveres, se desejares voltar pra nossa casa, estarei aqui te esperando com meu amor infinito.

Vai querida! Sê feliz!!!

Um comentário:

  1. Texto com tecituras sobre as intrincadas relações afetivas humanas. Belo! Grata.
    Abraços, amiga!

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"A crônica é um gênero que apresenta dupla filiação, já que o tempo e o espaço curtos permitem o tratamento literário a temas jornalísticos. Tem do jornal a concisão e a pressa e da literatura, a magia e a poeticidade que recriam o cotidiano."

(Maria Lúcia da Cunha Victorio de Oliveira Andrade)
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