sábado, 6 de junho de 2009

Passando...


Passando...

Outono galopa feito corcel selvagem, indiferente aos nossos passos
lentos ainda em direção à consciência coletiva. Em sua crina macia
debruçam-se haveres, sonhos, cristais.Seguem-lhe, com corpo doído,
as senhoras dos tempos, donas das horas. Em seus rostos de anciãs
resta a suavidade do eterno.
Afligimo-nos, pertencentes ao pluriverso somos.
Reversos atravessam-nos... Atrevemos-nos ?
A neblina como licor derrama-se entre nós e a lua.
Aquarela lenta desenha-se sobre o gramado e,dormimos, acordamos,
comemos, banhamo-nos de sóis fugazes com a mesma, ainda, ilusão
de que são eles que por nós passam; velozes, audazes, astros
portadores de silêncios e eloqüentes ocasos ...
afetuosamente, virgínia além mar – 06 junho 09

3 comentários:

  1. Parabéns Vi querida!!
    Agradeço por compartilhar tão bela imagem
    e texto...passear por tuas palavras...
    é como um banho de luar!
    Minha alma dança feliz!
    beijos da amiga Li que te admira muito

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  2. Quanta beleza e poesia nos seus escritos. E este é mais um deles. Maravilhoso. Parabéns, Vi!

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  3. Adorável galope de outono! Linda amiga Virgínia, seus textos tocam minha sensibilidade. Grata.
    Beijos

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"A crônica é um gênero que apresenta dupla filiação, já que o tempo e o espaço curtos permitem o tratamento literário a temas jornalísticos. Tem do jornal a concisão e a pressa e da literatura, a magia e a poeticidade que recriam o cotidiano."

(Maria Lúcia da Cunha Victorio de Oliveira Andrade)
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