terça-feira, 2 de junho de 2009

Tempo de ressignificar

Papéis, telefonemas, recados, rotinas cristalizadas, dias nascendo, morrendo, inquietações, murmúrios, crenças, dúvidas, constantemente nos desafiam. Somos submetidos a uma carga tal de exigências que precisamos aprender a conviver com elas pacificamente, dicionarizá-las, rompê-las, transformá-las em combustão, dínamo para poetizar a vida. Nesses momentos precisamos desacelerar, aquietar as batidas do coração, silenciar temores, deitar os fardos. Recomenda-se o diálogo consigo mesmo, sem ruídos que alterem a estrutura do sinal; a entrega à harmonia, à afinação. Como os afinadores de violino, usando o diapasão, ouvidos sensíveis. Ser lapidária de si mesma.
Tão bom amanhecer algodoada, liberta bebendo o dia, pousando nossas pétalas em planetas sonhados. Dia de ficar bestando por ai solta, uma pipa dona da linha sem pressa de nada. De delícia em delícia. Aspirando todos os aromas, com riso gauche, com asas imensas. Dia de ver anjos, de falar amenidades, de ignorar teoremas, de ser polida pelo amor, de segurar a fé que às vezes nos escapa, dia de desintoxicação, de deslumbramento, de abrir o peito em abraços, de descobertas, sabores, de alcançar mudança de borboleta.

2 comentários:

  1. minha doce e iluminada Escritora que delícia,
    com a lua gorda e enfeitade de brisa e algumas nuvens em véu vou contigo ressignificando as horas, abraços Luciana querida,
    tua virgínia além mar

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  2. Luciana minha querida!!!
    Deslumbrada eu fiquei passeando em tuas
    palavras...muito difícil falar da
    sensação que fica...que festa para minha
    alma essa tua ressignificação!
    Sinto-me uma verdadeira andorinha brincando com o vento
    Agradeço pra lá de feliz o passeio poeta querida!

    beijos em revoadas da Eliana com carinho

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"A crônica é um gênero que apresenta dupla filiação, já que o tempo e o espaço curtos permitem o tratamento literário a temas jornalísticos. Tem do jornal a concisão e a pressa e da literatura, a magia e a poeticidade que recriam o cotidiano."

(Maria Lúcia da Cunha Victorio de Oliveira Andrade)
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