quinta-feira, 2 de julho de 2009

Rodrigo Souza Leão


Adeus, Poeta... A Deus!




Faleceu ontem, no Rio de Janeiro, aos 43 anos, o poeta Rodrigo de Souza Leão. Deixa um vazio na vida das letras, como um verso a menos numa estrofe formal. A esta hora, creio que já ganhou asas e uma lira para cantar entre os anjos.



Luiz de Aquino



5 comentários:

  1. Que triste notícia. Um homem tão jovem ainda... mas, com certeza, ele agora é a própria poesia.

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  2. Que perda, meu amigo! Lamento muito.
    Os dizeres do poeta a nos encantar servirão de conforto.

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  3. Um homem ainda jovem...que perda. Com certeza o céu ficou mais poético.
    abraços
    Marcia

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  4. 'Rodrigo de Souza Leão, um dos mais significativos poetas contemporêneos brasileiros, morre aos 43 anos, vítima de ataque cardíaco.

    A Casa das Rosas fará uma homenagem ao poeta no dia 09 de julho, quinta-feira, às 19 horas.
    Com a presença dos poetas Claudio Daniel, Horacio Costa, Virna Teixeira, Frederico Barbosa e Marcio-André (RJ).'

    Fernanda de Almeida Prado.

    (Recebi o comunicado por email)

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  5. Para Onde Vão os Poetas Quando Morrem Cedo

    Para Rodrigo de Souza Leão, In Memoriam

    “Começar o escrever era descrever/
    Descrever era desmanchar o que está escrito/
    O que estava à vista parado/
    No pensamento, no jardim/
    E reescrever, de outra forma/
    Em outra fôrma/
    O novo curso e rasgo./
    Escrever é desespera e espera...”/

    Armando Freitas Filho
    In, Lar, Poemas, Companhia das Letras



    Para onde vão os poetas quando morrem jovens?
    Para uma Terra do Nunca muito além de Pasárgada?
    Para uma Shangri-lá das esferas letrais
    Um desmundo na órbita das sensibilidades apuradas?
    Para uma cidade fantasmas de sígnicos humanos
    Em que há uma toda nova preparação para um revisitar-se?

    Para onde vão os poetas quando morrem cedo?
    O que é cedo ou tarde para o macadame das almas literais
    E o espírito dos atribulados no caos telúrico
    Entre o esquizofrêmito de criar um novo céu e uma nova guelra
    Porque a insatisfação generalizada reina e viça
    Nas infovias efêmeras que disparam solidões em concreto
    Tirando impurezas do teclado e rangendo o rancor além da rede?

    Para onde vão os poetas quando piram letras
    Ferindo-se para escreverem com sangue dívidas e dúvidas
    Muito além das cantagonias urbanas e das saciedades liriais
    Quando tudo é só um grito de horror e os sonhadores sofrem
    Como zumbis numa sociedade bizarra de bezerros com chips
    Mais os sem-nome, sem-terra, sem-teto, sem saída, sem amor?

    Para onde vão os poetas que se escrevem em dolorosos banzos-blues
    E disparam torpedos de uma geração-teflon entre placas-mães
    Tentando recuperar estimas que são lágrimas a seco
    Num Brasil Sociedade Anônima em que a cultura é nicho
    De neomalditos, de excluidos da mídia, de sonhadores sem grife?
    Porque escrever é resistir; é dar forma a uma não-formalidade
    Como se cada um gritasse seu grito individual, solitário, feito um indigente
    Que procurasse pólvora na poesia, fósforo na fé, carbono nas tintas íntimas
    Tentando refazer o próprio mundo muito além das placas de captura
    E onde a própria realização é morrer para dar-se a ouvir como um eco num abismo?

    ...............................................................................................................

    Para onde vão os poetas quando jovens e quando e morrem cedo?
    Talvez um silêncio explique a perda, o vazio, a dor de existir
    Entre regras falsas, deturpações sociais, tristes vazios culturais
    Porque a morte é um protesto, uma fuga, o mais triste poema que existe
    E sendo a saudade a mais pura forma de amor que resiste também é
    Um grito contra as dilacerações transformadas em linguagens contra a própria indiferença...

    -0-

    Silas Correa Leite, Itararé-SP
    E-mail: poesilas@terra.com.br
    www.portas-lapsos.zip.net
    Autor de O HOMEM QUE VIROU CERVEJA, Crônicas, no prelo, Giz Editorial, SP

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"A crônica é um gênero que apresenta dupla filiação, já que o tempo e o espaço curtos permitem o tratamento literário a temas jornalísticos. Tem do jornal a concisão e a pressa e da literatura, a magia e a poeticidade que recriam o cotidiano."

(Maria Lúcia da Cunha Victorio de Oliveira Andrade)
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