sábado, 7 de novembro de 2009

PAPOS NA E DURANTE A FEIRA




BATE-PAPO BOM
Soninha Porto



Tem coisa melhor no mundo que uma cervejinha gelada e um bate-papo com amigos? 

Pois nesta sexta-feira, dia 6 de novembro, depois de muito tempo envolvida com a elaboração de livros, eventos, viagens e o escambal, tive o prazer de sentar num Restaurante, o do MARGS, em plena Feira do Livro de Porto Alegre e curtir a agradável companhia de meus amigos poetas, Claudete Silveira, de Cachoeira do Sul, a  erótica (risos, acha que pego no pé dela, mas é brincadeira, numa referência a seus belos poemas sensuais) e Pinheiro Neto, de Florianópolis, num papo super legal sobre tudo:  vida, prazeres, inclusive da boa mesa (ele se revelou um gran gourmet, já teve até Bistrô), amores, projetos, livros, eventos  e Poesia.

Vieram de longe, para participar de nosso lançamento da Antologia Poemas à Flor da Pele, volume 2, no Memorial do Rio Grande do Sul, que aconteceu um dia antes, 5 de novembro às 18h, com grande número de poetas presentes.

Fico toda prosa, não é vaidade não! As pessoas acreditam no que se acredita, isso dá a sensação de não se estar só na luta.

Ela veio da cidade a 180 km de Porto Alegre, região Central do Estado, no Vale do Jacuí, professora de português, poeta e escritora, é uma presença alegre e bonita nos eventos da Poemas, desde 2008.

Ele, Pinheiro Neto, conheci no virtual, indicado por Walnélia Pederneiras, escritora, poeta e amiga de Florianópolis, do grupo da Poemas, para convidá-lo a participar de nossa 2ª antologia.
Ao ler os seus "Poema(n)do" e sua biografia, pulei de alegria, um grande poeta e escritor chegava em nossas paragens.

(Por ato falho meu,  o nome dele quase sai errado no livro: Pinheiro Machado, demos boas risadas sobre isso, após receber dele um e-mail apreensivo,  em vermelho e letras garrafais, percebi o tamanho do mico).

Pinheiro Neto tem vários livros publicados, é presidente da Associação Catarinense de Escritores, Professor universitário, membro da Academia Catarinense de Letras, diretor da Cepec editora e coordenador do projeto comunitário Confraria da Leitura na Barra da Lagoa, em Florianópolis - recanto de suas criações, onde mora.

Ele havia manifestado interesse em ir a Bento Gonçalves, no Congresso Brasileiro de Poesia, mas não pôde, desta vez pensei que também não. No entanto, lá estava ele, entre nós, com seu sorriso largo, seu cabelo grisalho, desenhado por um rabo-de-cavalo, num estilo todo seu, e um dia após o lançamento, tomando uma cerva gelada, a compartilhar idéias e selando uma amizade  das boas, provocada pela Poesia, para sempre.

(Eu adoro essas coisas de para sempre, tem um lado meu, bastante sonhador, que quando escreve, puxa esses termos, talvez por acreditar que as coisas boas duram pra sempre mesmo).




BATE-BOCA BOM

Este título casou perfeitamente com os momentos que vivenciei  neste final de semana. Recebi a divulgação por e-mail, do Instituto Cultural Norte-Americano, de Porto Alegre, sobre o  Bate Boca Bom, que rolou, hoje,  dia 7 de novembro, na sede desse Instituto, no centro histórico de Porto Alegre. Não pude resistir à alegria de ir abraçar um amigo da Poesia, um dos grandes nomes da atualidade: Frederico Barbosa, Diretor da Casa das Rosas - Espaço Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura e Diretor Executivo da Poiesis - Organização Social de Cultura. 

Ele abre as portas da Casa para todas as manifestações culturais: Em 1º de julho deste ano, realizei com Dora Dimolitsas, o aniversário de três anos de nossa Associação Cultural: a Poemas à Flor da Pele, na avenida Paulista, na Casa das Rosas, só possível pela generosidade dessa figura.

O Bate Boca foi agradável, com intervenções dos poetas Armindo Trevisan e Maria do Carmo Campos falando sobre poesia e Léa Masina, doutora em Literatura, coordenando o bate-papo.

Fred, como é chamado pelos amigos, é extremamente simples, mas ao falar percebe-se o homem refinado e culto, qualidades que traz de berço, ele é filho de grandes personalidades, a  educadora Ana Mae Barbosa e João Alexandre Barbosa que foi crítico literário, diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), presidente da EDUSP e pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária, de São Paulo.

É um prazer rever e ouvir esse Poeta e Escritor Pernambucano, que também se considera um  paulistano, com uma prosa alegre, mas de grande profundidade sobre Poesia e os movimentos da atualidade. 

Ele falou sobre seus livros e me presenteou com Cantar de amor entre os escombros (Landy, 2002). É autor também de Rarefato (Ed. Iluminuras, 1990), Nada feito nada (ed. Perspectiva, 1993 Prêmio Jabuti), 5 Séculos de Poesia - Antologia da Poesia Clássica Brasileira (Landy Editora, 2000), Contracorrente (Iluminuras, 2000), Louco no Oco sem Beiras - Anatomia da Depressão (Atliê Ed, 2001) e Na Virada do Século - Poesia de Invenção no Brasil (Landy Ed, 2002). 
Apresentou-nos o Signicidade, projeto de Dulcinéia Catadora, numa coletãnea de escritores e artistas, catadores e filhos de catadores, que utilizam capas de papelão pintadas à mão.

PRAZER ENORME POETAS!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

"A crônica é um gênero que apresenta dupla filiação, já que o tempo e o espaço curtos permitem o tratamento literário a temas jornalísticos. Tem do jornal a concisão e a pressa e da literatura, a magia e a poeticidade que recriam o cotidiano."

(Maria Lúcia da Cunha Victorio de Oliveira Andrade)
...
Grata pela visita! Você é convidado a interagir.
Abraço!

Para correio: discutindo_literatura@yahoo.com.br