terça-feira, 8 de março de 2011

O dia Internacional da mulher, mudou alguma coisa?

A lei existe, mas ainda há muita desinformação  sobre os direitos dessas mulheres. 


Como podem maltratar as mulheres?                                                                       
Elas párem, nos dão a vida, nos alimentam e, em suas naturezas, trazem a marca da proteção, da tolerância e do amor, que distribuem generosamente a quem amam, como podem?

Comportamentos desjustados em relação à mulher  tem um ranço das sociedades medievais, ela não tinha garantia religiosa e civil, era considerada incapaz de tomar qualquer decisão na política ou na sociedade em que vivia. Tinha que dedicar-se pra casa, criar filhos e orar. E o adultério era resolvido com a pena capital. Isso vê-se, ainda hoje,  em sociedades atrasadas, que tratam-na como incapaz e a escraviza, até  com torturas físicas e, adultérios,  com apedrejamento. Como pode, em pleno século XXI, isso ainda estar acontecendo?

Graças a Deus, aqui no Brasil,  em 07 de agosto de 2006 criaram a lei Maria da Penha,  que combate e pune agressores. Será que passados quase 5 anos, houve alguma mudança? 
Li algumas reportagens  antigas sobre o assunto (não é mais notícia?), mas o que tenho visto por aí, apesar de alguns avanços, são mulheres submetidas por seus "donos",  a estupros, surradas e mortas. Os agressores? Maridos, namorados, amantes, familiares e pasmem, até pais e irmãos! Pessoas, que não honram ser chamadas de seres humanos. 

A lei existe, mas ainda há muita desinformação sobre os direitos dessas mulheres. A crueldade e o preconceito ainda fazem parte de seus cotidianos, são vítimas de processos psicológicos, sexuais, patrimoniais, morais, e convivem com  o medo e a desesperança, deixando-se levar a cabresto, pela vida afora. 
 
Ontem ouvi um comentário na televisão de uma mulher indignada, que repudiava o "em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher",  claro que concordo plenamente com ela, não podemos silenciar, é preciso denunciar, esclarecer e divulgar mais,   o que a Lei Maria da Penha traz de benefícios para nossas mulheres e que pode fazer a diferença, devolver-lhes a dignidade perdida, e está aí pra ser cumprida.

Não dá pra fazer de conta, que não é comigo, não posso calar, é um  grito de solidariedade em favor de quem sofre uma das maiores injustiças que conheço de nosso tempo. Sem contar,  que me dói ver, meninas prostitutas espalhadas pelas esquinas, pequenas mulheres, mas que já vivenciam a torpeza do ser humano, ai que sociedade é essa que vivemos? 

To muito pessimista? Não. Com certeza, por outro lado, a mulher de hoje, está vivendo um bom momento, competindo quase de igual pra igual, no mercado de trabalho, muitas são independentes, chefes de família, bem comum atualmente, está curando-se da síndrome de cinderela, a que procura um príncipe encantado para viver e,  plena e respeitada vivencia todos os direitos dos homens. Temos até mulher Presidenta   da República! São grandes sinais que a coisa está mudando. Que mude! Que o brilho dessas mudanças apague de vez essa página de mulheres-vítimas de nossa história, que  cure esse vírus maldito da violência encrustrado nesses seres humanos.

Mulheres vocês tem saída!
- Não tenham dó ou  medo, acreditem na Lei, façam esforços, os agressores podem ser impedidos, até  de chegar perto e a reincidência é punida com  rigor, não caiam nessa,  que eles vão mudar, "não deixem pra amanhã, o que podem fazer hoje".Não deixem que isso vire vício. 

Deixo um poema pra vocês.

Ela
Soninha Porto

Lutadora.

Enfrenta o mundo
o desconhecido
sempre mãos estendidas

olho atento
coração aberto
força e coragem
muita imaginação

lança sementes
fertiliza vales 
colhe a lavra 
farta ou não

carrega a rosa única
rasgos de amor e dor
no ventre-imensidão.

Sofre
chora

dá pra ouvir seus ecos
é preciso prosseguir
mesmo em vão.

Inspiradora.

O que mais se quer
pra tudo ficar perfeito
é o sorriso desta mulher.

Soninha Porto

Um sábado de carnaval :: GOSTO DE LER ::

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domingo, 6 de março de 2011