quinta-feira, 14 de abril de 2011

TUDO O QUE TENHO LEVO COMIGO

TUDO O QUE TENHO LEVO COMIGO

5 ANOS DA POEMAS NA CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE


Evento da Poemas à Flor da Pele,
na Câmara Municipal de Porto Alegre,
dia 29 de abril, às 19h



Marca o aniversário de 5 anos da Poemas à Flor da Pele,
Grupo que faz sucesso em todas as redes sociais.


Inicialmente acontece uma Mesa Redonda com Marcelo Spalding, do Site Artistas Gaúchos e Jorge Duarte Barbosa, Mestre de Literatura, sobre o tema “A poesia no mundo virtual”. Os autores foram convidados por serem exemplos de respeito à cultura e prestigiar sempre as atividades do grupo.


Após o debate rola o Sarau com apresentações musicais de Marco Araujo (diretor de eventos da Poemas), Marcos Assumpção, carioca, que canta Florbela Spanca, as performances de Marcos Bahrone (coordenador de teatro do grupo) e das bailarinas Cigana (coordenadora de dança) e Pátia Mihr.

Estão previstas, presenças de amigos, de todo o Estado, colaboradores, escritores e poetas gaúchos, entre eles, Ana Luiza Conceição (diretora nacional), Benedito Saldanha, da ALA/POA e do Parthenon Literário, Ernesto Braga (conselheiro), Iára Pacini, Marcinha Martins (diretora geral), Maria Clara Segobia, do Instituto Cultural Nelson Fachineli, Oiára Bittencourt, Rogério Guaraldi (conselheiro), Rosa Mel, Sandra Antonioli (diretora de comunicação), Tania Platechek e Vany Campos.


A Poemas à Flor da Pele, criada em 2006, no Orkut, é um grupo aclamado no país e fora dele, pelas atividades artísticas e culturais que realiza. Já lançou 3 antologias em Bento Gonçalves, durante os congressos de poesia, na Livraria Cultura e Feiras do Livro, em Porto Alegre e, também, em eventos realizados em outros estados, com centenas de autores brasileiros, inclusive, que moram na Alemanha e Suiça, e com autores de Portugal.


Criou coletâneas infanto-juvenis com o grupo, e a cada aniversário lança um e-book de arte e poesia, verdadeiras preciosidades divulgadas na internet e concursos temáticos e livres na comunidade do Orkut.


Os representantes da Poemas, espalhados pelo Brasil afora, já fizeram saraus e lançamentos das antologias em Brasília, Belo Horizonte, Cotia – SP, Coroatá – MA, Paquetá - RJ e nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.


O sarau especial de aniversário tem o apoio da Câmara Municipal da cidade, Academia de Letras e Artes de Porto Alegre, Parthenon Literário e instituto Cultural Nelson Fachineli. No dia 14 de maio, realiza, ainda, um jantar comemorativo, no Clube Sindaf, às 20h, com entrega de troféus aos destaques culturais da arte, música e literatura, ligados à Poemas, do Estado do Rio Grande do Sul e, também, de Alagoas, Espírito Santo, Rio de janeiro e Santa Catarina.

Mais informações sobre os eventos:

heisoninha@gmail.com



Sarau de 5 anos da Poemas à Flor da Pele
Dia 29 de abril, às 19h
Sala Glênio Peres, Câmara Municipal
Av. Loureiro da Silva, 255 – Porto Alegre
Entrada Franca


Informações para a imprensa:


Soninha Porto
51-82230759
heisoninha@gmail.com

sexta-feira, 1 de abril de 2011

De volta àquela casa


De volta àquela casa

Sim, voltei ao velho casarão da Rua 21... Voltar lá, ultimamente, virou rotina. Vou lá sempre que chamado, e algumas vezes até sem ser chamado! E revendo uma entrevista de José Alencar, horas após ele ter se encantado e viajado a chamado do Criador, ele disse ter ouvido do pai quando saiu de casa para trabalhar, ainda adolescente,; era algo como “ao sair de qualquer lugar, faça-o com a certeza de que poderá voltar”. Lembrei-me das minhas escolas. Sempre que vou ao Rio de Janeiro, dou um jeito de voltar ao Colégio Pedro II; sempre que tenho uma razão, por menor que seja, vou ao Lyceu, tal como vou também à PUC – especialmente ao prédio da antiga Faculdade de Filosofia e seus anexos.

A medalha do Lyceu
Em 2007, ganhei, ao lado de outros colegas da mesma época, uma medalha da Unidade Tijuca do Colégio Pedro II no seu Jubileu de Ouro (foi lá que cursei o Ginasial); ano passado, ganhei uma medalha com as iniciais JIL – Jovem Imortal Lyceano; na última segunda-feira, recebi um certificado do Curso de Mestrado da Pontifícia Universidade Católica de Goiás porque uma das mestrandas, Elisabeth Lemes, escolheu trabalhar minha poesia em sua dissertação.

É emoção de sobra! Em 2004, ao visitar a Escola Evangelina Duarte Batista (onde me preparei para o Exame de Admissão, em 1957), recebi homenagem dos alunos do professor Luiz Gilberto – mais conhecido como Luiz Poeta. Esta semana, pois, fechou-se um circuito importantíssimo para o bem-estar do meu umbigo... Demorei a perceber que, com isso, fechou-se o círculo: fui homenageado em todas as escolas onde estudei (ou, ao menos, naquelas em que concluí meus cursos, já que freqüentei também, sem conclusão, a UnB e a UFG).

Sorrindo, atrás de mim, a diretora profa. Sílvia

Bem: vaidade minha à parte, quero contar que, na quarta-feira, 30 de março, vesti uma surrada calça de brim cáqui e uma igualmente muito surrada camisa branca de algodão, mangas curtas, com o emblema da famosa águia no peito;  estava, pois, mais uma vez, vestido de estudante do colegial do Lyceu da década de 1960. Uma aluna olhou-me com ar de quem não gostou; concordei, aquele uniforme não é bonito... Ainda mais que a roupa já está velha e eu emagreci desde quando mandei fazer a réplica do meu velho uniforme.

O que fui fazer lá? Fazer uma das coisas de mais gosto: conversar. No caso, nem foi uma conversa, mas uma palestra – forma antidemocrática em que alguém, quase sempre mais velho ou, no caso, com um pouco mais de estudo e vida, conta coisas aos jovens. Palestrei para estudantes pré-vestibulandos; falei-lhes daquela fardinha colegial e prometi que farei outro, e em breve! Ao subir a escada, um aluno me perguntou:

– Vais nos falar sobre o quê?

– A vida – respondi-lhe.

– Ótimo – retrucou ele –, amo a vida!

Um aluno, o Pedro, antes que eu começasse a falar, executou ao violino a belíssima “Jesus, alegria dos homens”, de Johann Sebastian Bach. Liguei o computador e, com a inestimável participação do estudante Marcos (aluno do Santo Agostinho, mas filho da professora Klaudiane, do Lyceu) fiz rodar o PPT que ilustrou minha fala. Tratei de cidadania: família, vizinhos, a rua, a escola, a amizade, o amor e o respeito ao próximo, o nosso compromisso com o passado e o presente – o valor da pessoa, enfim).

Saí de lá com uma sensação de leveza por ter falado; uma espécie de alegria por pensar que ajudei. Mas ao entrar no carro senti o que de fato acontecera comigo… É que me vi entre estudantes interessados e belos (Ziraldo diz que, hoje, ninguém é feio nessa idade; concordo com ele). Conversamos ao final, li poemas, trocamos ideias e distribuí alguns livrinhos meus.

E descobri que quem de fato aprendeu algo fui eu.

* * *

Luiz de Aquino é escritor e jornalista.