sábado, 30 de maio de 2009

NO MEIO DO CAMINHO TINHA UMA PEDRA


A guerra só traz mais ódio. Na Palestina uma pedra é uma arma na mão de uma criança e no meio deles o ódio é repleto entre a dor da perda e da fome de identidade no mundo. O olhar é profundo, mas triste perante a ganância a um solo que dizem ser sagrado.
Chamas mostram o poder e o olhar no meio disso tudo que se torna vazio, triste no meio do caminho.
A esperança é ódio. O orgulho é a destruição. Este é o homem feito em imagem e semelhança a Deus? Quem é essa Pedra? Quem é esse Caminho? Qual é o Meio?
As respostas estão dentro de nós ao olhar o terror que cerca tanto aqui no Brasil como no Oriente Médio e em outras partes do Mundo Capital.
O Deus é o mesmo, mas as atitudes são diferentes...
A certeza é uma só...a pedra, o caminho e o meio estão dentro de nós!
O caos não tem volta, mas enquanto uma vela permanecer acesa, esta luz ainda nós trará a bonança...
O olhar triste continua entre as chamas do Inferno criado por nos, diante dos versos imortais de Drummond: "No meio do caminho tinha uma pedra".




*Rodrigo Octavio Pereira de Andrade.
-Membro da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo-RJ.

Um comentário:

"A crônica é um gênero que apresenta dupla filiação, já que o tempo e o espaço curtos permitem o tratamento literário a temas jornalísticos. Tem do jornal a concisão e a pressa e da literatura, a magia e a poeticidade que recriam o cotidiano."

(Maria Lúcia da Cunha Victorio de Oliveira Andrade)
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