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segunda-feira, 6 de julho de 2009

UM MÉDICO PERFEITO DA PALAVRA

A Academia Campista de Letras vem nos brindando com apresentações literárias diversificadas, organizadas por uma Comissão de Acadêmicos de elevada expressão cultural (composta por Antônio Nunes, Arlete Parrilha Sendra, Edinalda Maria de Almeida, Everardo Paiva de Andrade, Fernando da Silveira, Joel Ferreira Mello e Renato Marion Martins de Aquino).
Como parte das atividades concernentes às comemorações dos 70 anos da entidade [1939/2009], não poderia deixar de registrar na briosa Revista da ACL, a trajetória de vida do acadêmico Antonio Roberto Fernandes, que dentre tantos outros que já partiram, também brilhou com alta expressão cultural na doce e bela cidade campista a qual me acolheu como filho adotivo.
E, dotado deste espírito de sentimento, não poderia me calar às famílias literárias nacional e internacional diante do meu profundo sentimento com o passamento, dia 20 de novembro de 2008, do amigo, escritor, poeta, ator e compositor Antonio Roberto Fernandes, fidelense de nascimento e campista por adoção. A notícia de sua morte ecoou de forma expressiva no coração dos literatos, amigos e familiares. O prelúdio verdadeiro de sua perda inesquecível. Na medida em que as horas passavam, a nota foi se espalhando entre inconformismo, tristeza e lágrimas.
Na literatura, além dos predicados mencionados, foi um ser humano dotado de elevada grandeza de memorização e de uma inteligência emocionante, principalmente quando declamava de forma talentosa, melodiosa, o que ele tinha o dom de fazer.
Antonio Roberto Fernandes, além de seus magníficos trabalhos realizados, tinha muitos planos em favor do desenvolvimento da cultura, e eu, que quase sempre estava junto a ele, via nas suas palavras e semblante o quanto esses projetos eram importantes, sendo um dos principais a criação da Academia Mirim de Letras de Campos.
Tinha um carinho muito especial pela arte do teatro e pela música. Para quem desconhece, dedilhava suavemente as teclas do acordeon, executando canções de bom gosto.
O que mais dizer? Acredito que necessitaria de dias ou até mesmo de anos para expor o quanto o amigo, médico perfeito da palavra, foi e será para todo o sempre: um grande poeta, um precioso ser humano.
Ele criou um pomar e neste pomar plantou sementes férteis que sem dúvida, não medirão esforços para ver suas obras e desejos realizados.
Descanse em paz, meu amigo!

Agostinho Rodrigues
Escritor - Poeta

(Contribuição enviada por email)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A VERDADE

O que a verdade significa realmente?

Salvo melhor interpretação, nada mais é que a existência da realidade. Cunha pela exatidão, adicionada com a presença da sinceridade, representada fielmente de algo existente na natureza.

Resume exatamente na presença da autenticidade genuína, onde a sinceridade recai nas qualidades essenciais, expostas pela natureza. É o oposto da falsidade, fraude, calúnia, hipocrisia, engano e traição.

O desconhecimento da originalidade de seus fundamentos de causa, leva por vezes, através da falta de instrução, ao princípio da perda de essência da verdade.

Muitos fatos sociais de direito, até hoje são deveras conflitantes em razão desta situação, podendo mencionar entre outros, o inventário e o condomínio, fato atribuído ao poder de deixar decidir pelo que pensa, sem o verdadeiro teor de causa e efeito.

Claro está que o mais correto para atingir o estágio proposto, seria do ensinamento aliado à educação.

A hipótese mais viável, é que houvesse no período da puberdade, uma instrução básica apresentada por uma terminologia simples, desprovida de palavras técnicas, com vistas ao direito, dever, moral e ética. Salvo melhor interpretação, proporcionaria através do processo de aplicação a médio e longo prazo, radicalização, irrefutável ao ideal, com relação aos atritos e derivados maléficos.

A verdade assim colocada, deixaria de ter conseqüências, tais como a de machucar exclusivamente aos que se julgam donos da verdade, sem contudo, ter a devida noção do verdadeiro propósito de sua eficácia e existência.

Assim exposto, que se dê oportunidade a princípio, implantando deste processo na estrutura social nos currículos escolares, uma vez que, visto de um ângulo ético e moral, virá com certeza, propiciar um avanço social, cultural e educacional de alto teor para o equilíbrio da permanente procura da elevação dentro do estado social que o ser humano convive.

A verdade necessita desta implantação.

AGOSTINHO RODRIGUES
Escritor e Poeta

(Contribuição enviada por email)