Já que desejas partir...
Há quanto tempo vivemos aqui, só nós dois e nosso amor, cercados por essas montanhas e pelas rosas que cultivas.
Agora desejas partir, ir para longe de mim, palmilhar outros caminhos, buscar novos horizontes. E eu, que te amo tanto, exatamente por isso não posso impedir-te de partir. Vai, meu amor! E procura ser feliz!
Espero que encontres quem faça bater ainda mais forte teu coração, e que te dê um amor, se isso for possível, ainda maior que o meu.
E depois que partires, e eu sentir saudade da tua voz, ouvirei o murmurar do riacho e será como se ouvisse teu cantar. À noite, quando sentir saudade do teu olhar, verei aquela grande estrela, ali, no Ocidente, e fingirei que vejo no seu brilho a luz que se irradia dos teus olhos.
Quando o vento tocar minha face, fecharei os olhos e imaginarei que são tuas mãos me acariciando do jeito terno que fazes.
Quando sentir falta de tua pele macia, acariciarei as pétalas de tuas rosas, e será como se acariciasse teu corpo aveludado.
Cuidarei de tuas flores, nelas depositarei o amor que te dedico. E ao sentir das rosas o doce aroma, será como se sentisse o teu perfume.
E quando longe de mim estiveres, se desejares voltar pra nossa casa, estarei aqui te esperando com meu amor infinito.
Vai querida! Sê feliz!!!
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Felicidade
FELICIDADE
Geisa Gonzaga
Eram seis horas da manhã quando acordei hoje. Levantei-me e fui para a varanda de minha casa, respirar um pouco de ar puro. Olhei para as bandas do Oriente, onde as nuvens, tingindo-se de púrpura, anunciavam o despertar do Sol no seu ciclo eterno e vi que aqui e acolá, no escuro do firmamento, algumas estrelas ainda rutilavam e do lado do Ocidente a Lua Nova já se despedia.
O silêncio que reinava à volta era tão-somente quebrado pelo trinar alegre dos pássaros que, com algazarra, saiam dos seus ninhos em busca de alimento para si e seus filhotes. Borboletas multicores esvoaçavam felizes, se confundindo com as flores também coloridas.
Percebi que as roseiras do jardim tinham seus galhos vergados pelo peso das perfumadas rosas que sustentavam e que as gotículas de orvalho que as cobriam mais pareciam pequenos diamantes que à noite foram ali depositados pelas misteriosas mãos de fadas e duendes. A suave brisa que soprava espargia no ar o perfume dos cravos e angélicas.
Caminhei descalça pelo gramado, úmido pelo sereno da madrugada e, apesar da maravilha que contemplava - renovado milagre da Mãe-Natureza - devagar, algumas lágrimas brotaram dos meus olhos e uma tristeza infinita tomou conta de minha alma.
Elevei meu pensamento ao Criador, indagando: “- Senhor, por que choro? O que a mim me falta? Não tenho tudo que preciso para considerar-me feliz? Não me basta este espetáculo maravilhoso, obra de Suas Divinas Mãos, que se descortina a minha frente?”
Pareceu-me ouvir a resposta: “- Minha filha, a que chamas felicidade? Não será somente no Sol que te aquece, nem no canto dos pássaros, ou na beleza e no perfume das flores, que a encontrarás. Olha para dentro de ti, procura bem, e poderás descobrir que ela está bem aí, guardada no sacrário do teu íntimo”.
Meditei então: Felicidade, sentimento efêmero! Surge de repente e, no momento seguinte já foi embora.
Geisa Gonzaga
Eram seis horas da manhã quando acordei hoje. Levantei-me e fui para a varanda de minha casa, respirar um pouco de ar puro. Olhei para as bandas do Oriente, onde as nuvens, tingindo-se de púrpura, anunciavam o despertar do Sol no seu ciclo eterno e vi que aqui e acolá, no escuro do firmamento, algumas estrelas ainda rutilavam e do lado do Ocidente a Lua Nova já se despedia.
O silêncio que reinava à volta era tão-somente quebrado pelo trinar alegre dos pássaros que, com algazarra, saiam dos seus ninhos em busca de alimento para si e seus filhotes. Borboletas multicores esvoaçavam felizes, se confundindo com as flores também coloridas.
Percebi que as roseiras do jardim tinham seus galhos vergados pelo peso das perfumadas rosas que sustentavam e que as gotículas de orvalho que as cobriam mais pareciam pequenos diamantes que à noite foram ali depositados pelas misteriosas mãos de fadas e duendes. A suave brisa que soprava espargia no ar o perfume dos cravos e angélicas.
Caminhei descalça pelo gramado, úmido pelo sereno da madrugada e, apesar da maravilha que contemplava - renovado milagre da Mãe-Natureza - devagar, algumas lágrimas brotaram dos meus olhos e uma tristeza infinita tomou conta de minha alma.
Elevei meu pensamento ao Criador, indagando: “- Senhor, por que choro? O que a mim me falta? Não tenho tudo que preciso para considerar-me feliz? Não me basta este espetáculo maravilhoso, obra de Suas Divinas Mãos, que se descortina a minha frente?”
Pareceu-me ouvir a resposta: “- Minha filha, a que chamas felicidade? Não será somente no Sol que te aquece, nem no canto dos pássaros, ou na beleza e no perfume das flores, que a encontrarás. Olha para dentro de ti, procura bem, e poderás descobrir que ela está bem aí, guardada no sacrário do teu íntimo”.
Meditei então: Felicidade, sentimento efêmero! Surge de repente e, no momento seguinte já foi embora.
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