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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pensamentos que não me largam...

Pensamentos que não me largam...
Eliana f.v. – Li Andorinha

Por que o simples se torna tão complicado,
quando solicitamos a liberdade dos inocentes?!
Onde as pessoas começaram a desviar suas alegrias
e a gentileza na convivência? Agindo com esse imenso
descontrole e inexplicáveis ações carcerárias?!
Seguem caçando animais para seu bel prazer.
Roubam suas vidas por um punhado de dinheiro.
Passam por cima da natureza e do sentimento alheio...
sem o menor constrangimento.
Que fizeram os pássaros para estarem engaiolados?!
O que disseram os peixinhos confinados em aquários?!
E as árvores... que silêncio deixaram escapar para terem
seus sonhos de alcançar o sol absurdamente podados?!
Quero a metamorfose desses desacertos. A simbiose com a
Natureza e o Universo. Para sossegar minha alma em meio
a tantos questionamentos.
Preciso beber da serenidade e a grandeza da plantinha, que a
despeito de tantas agressões, surge com sua frágil aparência.
Sorrindo com um verde de encher os olhos e orvalhar a alma!
Quero junto a ela crescer em flor... Iluminada da mais doce cor.
E na primavera proclamar a conquista da liberdade compartilhada
Com a gentileza do “ser e deixar ser”

sábado, 11 de julho de 2009

Liberdade tem cheiro de Natureza!

Liberdade tem cheiro de Natureza!

Caminhando pelas ruas logo ao amanhecer e com os pássaros finalizando
meu despertar, medito sobre a calma beleza do dia. “O inverno tem seus
encantos!” O ar estava com cheiro de natureza, e uma neblina suave
acariciava meu rosto como se fosse um beijo de bom dia das nuvens...
Compensando o frio que fazia.

Não sei por que sempre que me sinto tão próxima da natureza, como
agora, pulsa em mim um forte desejo por liberdade sem restrições.
Ir sem ter que mostrar passaporte algum... Viajar em meus próprios
delírios... Voltar quando sentir vontade e não porque está na hora.
Fazer por amor e não por dever.

Observando as casas noto como estão parecidas com mini prisões. As
pessoas perderam a noção do que é segurança. Tornaram-se prisioneiras
de si mesmas.
Meus olhos não se acostumam com tantos muros altos. São muralhas da alma.
Que saudade enorme me deu das cercas de madeiras, que mais
enfeitavam do que delimitavam quintais despidos de cimento!

Busco livrar-me desse viveiro de verdades tortas e ter como exemplo
somente a Natureza. Para agir mais espontaneamente tal qual... O sol
fazendo arte com a sombra! O vento brincando com as flores no chão!
E a contagiante farra das águas escorregando em cachoeiras!
Agora eu mesma componho e canto (mesmo desafinando) minha canção.
Descalço a realidade... E danço...
Que maravilha sentir meus pés lambuzados de areia!

Eliana de Faro Valença – Li Andorinha

sábado, 20 de junho de 2009

Doce Energia é a Poesia!

Doce energia é a Poesia!

Distraída em pensamentos, rendo-me aos sentimentos,
que sem cerimônia chegam numa avalanche...muitas vezes
não sei o que fazer com eles, mas sigo adiante pelo prazer de descobrir
até onde posso alcançar sem precisar sair do lugar... Doce energia!
Sinto-me rodeada por anjos ao ouvir os gorjeios dos passarinhos...
Esqueço das minhas asas podadas e voo com liberdade transgressora.
Tranço realidade com a imaginação. Bebo do orvalho pousado nas flores
e absorvo sua magia. Deixo o medo pelo caminho e amenizo frustrações
compactuando com a arte da contemplação. Aprendo com a mansidão
do crepúsculo a vagar pelas sensações. Transponho barreiras com brincadeiras.
Um faz de conta... Porem de alegria verdadeira. Sei que a estrela que me guia...
Faz da minha via um arco-íris. Oferecendo-me como porto a lua cheia.
Nessa hora, imperativo é o desejo de pousar.
Ah o pouso!
Por vezes espalhafatoso... Mas disfarço num sorriso, e escrevo...

Eliana f.v. – Li Andorinha