sábado, 15 de maio de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
DIA LEGAL
Soninha Porto
Ligo o computador, é o dia da mulher, o meu dia e de todas as mulheres, as que conheço e outras só pela telinha do pc, sinto meu coração palpitando, é necessário homenagear essas mulheres.
Olho pela minha janela, busco inspiração, ouço sons de buzina e sinto que o dia está mesmo com cara de segunda-feira, mas tenho que transformá-lo, fazer com que seja um dia importante, já que ele é tão reverenciado...
O que fazer para essas maravilhosas mulheres, que me acompanham há mais de 4 anos, na Poemas à Flor da Pele?
Basilina, Dora, Sirlei, Marcinha, Sandra e Goreti, mulheres que há muito tempo trocamos idéias, fazemos e acontecemos em eventos culturais e fortalecemos uma linda amizade.
A Comunidade que tá virando Associação Cultural, dá mais um passo nessa escalada vertiginosa, que só é possível porque essas mulheres acreditam no que acredito e me apóiam e me seguem e eu as apóio e as sigo também. Não posso deixar de dizer que os homens também.
É a Ana, a Telma, a Lena, a Rose, a Rosa, a Sandra, a Enise, a Leinecy, as Carmens, a Denise, a Fátima, as Claus, as Glórias, a Nádia, a Mary, a Lydiah, a Ligia, as Juçaras, a Cida, a Marineves, a B@by, a Zia, a Angela, a Roseane, a Gilda, a Luciana, a Andrea, as Soninhas, a Sara, a Arlete, a Uil, tantos e tantos nomes que são significativos em minha vida.
E passei horas e horas buscando, selecionando, fentando imprimir a todos eles o meu sentimento de gratidão, de amizade, numa forma de dizer a essas maravilhosas mulheres que as amo, que seus rostos me encantam e me inspiram, porque circulam pela página da Poemas, onde escrevem poesias lindas, fazem artes digitais e formatações e deixam suas palavras e, principalmente: seus rostos que emocionam, não só a mim, mas a todos que passam por aqui.
Cada vez que os vejo alegres, com histórias lindas de amor, de felicidade, de luta, do viver bem, ou tristes, por doenças, fobias e perdas, e penso o quão pouco faço para retribuir-lhes a atenção e o cuidado para comigo.
Comi rapidamente, o trabalho me esperava, meus rostos me esperavam.
Será que eles irão sentir todo o carinho que tenho por eles, só com essa pequena homenagem? Será que eles sabem o quanto são importantes para mim? E se esqueci de alguém?
Assim nessa luta interior terminei o último quadro, fui do Sul ao Norte e até Portugal, tentei fazer o melhor. Ai, se não gostaram tenham piedade de quem vive só de rostos.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
FESTA DE LANÇAMENTO DA ONG PAQUETÁ E DA POEMAS
O evento acontece dia 10 de abril, num sábado, no Iate Clube de Paquetá e dia 11 teremos a oportunida€de de visitar os pontos turísticos da mágica Paquetá.
ONG – *PAQUETÁ – A ILHA DA POESIA*
QUARTO ANIVERSÁRIO DA COMUNIDADE CULTURAL
*POEMAS À FLOR DA PELE*
HOTEL PALACE ILHA DE PAQUETÁ
Já reservado
3 (três) chalés para 6 (seis) pessoas
2 (duas) suítes para 3 ou 4 pessoas
1 (uma) suíte para 2 (duas) pessoas (já reservada)
1 (uma) suíte para lua de mel (2 pessoas) (já reservada)
Preço: R$ 60,00 (sessenta reais) por pessoa.
Paquetá a Ilha da Poesia - http://www.orkut.com.br/Main#
Poemas à Flor da Pele - http://www.orkut.com.br/Main#
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Poção Mágica
para amiga Poeta Li Andorinha - Eliana de Faro ValençaA nossa criança interior é tal qual Poeta, é também a poção mágica que das flores preenche a imaginação e traz lembranças revitalizantes como correr, saltar ou no gramado aquietar pensamento, deixando fluir sentimento e alinhavando no colorido o coração descosturado, assim pondo-o num condão de fadas a balançar que no vai e vem apanha um punhado do reflorescimento que guarda ,um pouco, em segredo...
Poupando palavras a criança interior faz versos curtinhos que afiançam um ritmo terno, cristalino como canção de ninar e, assim persegue no caminho onde pitangas satisfazem desejo dos sabores da infância de outrora.
Nos pomares é tão fácil crer em amanhãs, em noites perfumadas e de estrelas cravejadas...
No imaginário é possível reencontrar os luares perenes, chuva fina e em qualquer lugar riachos que ensinam a cantar e que a sede de todas as tardes febris são os únicos capazes de sanar...
sábado, 23 de janeiro de 2010
Fundamentais...
Bastante difícil é para mente ocidental entender a ação na não ação e, talvez até ao oriente esta sabedoria venha se perdendo. Restrinjo-me a estas poucas linhas hoje, guardando desta forma minhas palavras que julgo dispensáveis diante ao que tem sido construído de forma inteligente e bastante eficaz.
Resguardo um sopro de Poesia e como se sábia fosse capaz de portar-me, ainda deixo-os ao sabor do perfume do jardim, este que a meu perceber possui tons, ensinamentos sobre tempo e ação fundamentais ...Ainda assim creio...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
5 anos do CAFÉ FILOSÓFICO ´DAS QUATRO´

Há 5 anos lancei a idéia da criação de uma comunidade no Orkut.com onde pudéssemos discutir assuntos diversos, com ênfase em filosofia e cultura, dirigida por 4 amigas. Com o tempo, contamos com o apoio de membros da comunidade para a administração e moderação. Criamos concursos, fizemos diversas entrevistas, lançamos livros impressos, criamos a Homepage da comunidade, o blog Jornal do CF4, editamos vídeos. E nasceram comunidades coligadas, como a Orkultural (ligada à coluna homônima) e a Sociedade dos Pássaros-Poetas. Trovadores Noturnos também se juntou a nós, assim como a Discutindo Literatura, O Ícaro e Borboleta, e outras queridas.
Recentemente, o professor
Hoje, estamos colhendo os frutos de um ambiente propício à liberdade de expressão com respeito às divergências de opinião, como sempre foi a marca da comunidade.
Eu, assim como as outras 3 ´das Quatro´, o corpo de moderadores que nos apóiam e também com a administração, estamos muito satisfeitos com os resultados. Recebemos também um ótimo ´feedback´ dos membros através de e-mails dirigidos à administração da comunidade.
Manifesto aqui meu agradecimento profundo às três amigas Soraya Vieira, Edith
São muitas as pessoas que ajudaram a apurar o sabor do nosso cafezinho de cada dia.
Aproveito a oportunidade para agradecer, também, a:
Denise Moraes, moderadora que contribui massivamente com nossas entrevistas culturais;
Silvia Vitória e
Fabio Vale, que durante um bom tempo ajudou a administrar nossa comunidade;
Todos os entrevistados que já tivemos desde a criação do Café e a todos os membros que participam ativamente contribuindo para o enriquecimento dos debates (seria uma infindável lista de nomes, mas todos eles sabem que são muito queridos por nós).
A todos vocês meu agradecimento especial.
Um grande abraço.
Chris Herrmann
Fundadora do CF4
[o avatar do CF4 foi gentilmente decorado para o aniversário pela Katia Ceregatto, uma ´das quatro´ do Café.]
sábado, 9 de janeiro de 2010
De césares e de aviões
De césares e de aviões
Luiz de Aquino
Tem dias que a gente se sente / como quem partiu ou morreu...
Era 1967, o histórico Festival da Record. Chico escreveu e compôs, e o MPB-4 cantou para o enleio de quem pôde ouvir. Eram os primeiros meses do marechal Costa e Silva na cadeira de presidente da República, num período interrompido por uma suposta doença... A truculência de Costa e Silva ensejou (eta! Essa é antiga...) uma revisão dos conceitos sobre o primeiro marechal, Castello Branco. Chegou-se a tê-lo em conta de “um democrata”, no contraponto aos empurrões e trombadas de Costa e Silva. O terceiro, general Médici, fez de Costa e Silva um ingênuo... o regime endureceu pra valer.
Pois bem, os versos do pós adolescente Chico, naquele festival de 1967 (o irmão de Miúcha tinha 23 anos) davam bem a pista. O moço poeta escreveria muitas canções de síndrome romântica e conteúdo político, na linha da resistência ao arbítrio. Ele e mais um punhado de bons compositores, quase todos nascidos na década de 1940. Claro, havia exceções; alguns preferiam o suingue à ginga e bem-conviver com os quartéis; outros faziam a linha bom-mocinho, simpáticos às mamães e vovós, a decantar “uma jóia pendurada num cordão”.
Felizmente havia Chico e Sidney Muller, Vandré e Gonzaguinha e Henfil e Millor e um montão de pensantes conscientes. Aos que cantavam sem ser molestados, restou a alegria do enriquecimento, mas a História sabe bem em que estante arquivá-los.
“Acorda, amor / eu tive um pesadelo agora / sonhei que tinha gente lá fora...” – era Chico outra vez, noutro libelo denunciador. Outros cantavam uma “velha calça desbotada ou coisa assim”. A ditadura seguia seu destino, atingia o ápice, perseguindo e prendendo, arrebentando e matando. Logicamente, a resistência também deixou seu rastro de violência. Afinal, ninguém respondia a tiros recitando um pai-nosso (certa vez, um grupo de estudantes cantou o Hino Nacional enquanto a tropa fardada e montada partia para o ataque; o Hino foi silenciado a porradas e, a partir daí, surgiram as bolas de gude para desequilibrar os cavalos).
Lembro isso enquanto ouço no automóvel a notícia, Zé Ramalho... O presidente Lula, decidiu ignorar o parecer do pessoal da Aeronáutica sobre os aviões de caça a serem comprados para modernizar a frota de defesa aérea, prefere agir politicamente e fazer sorrir o companheiro Sarcozy. O ministro civil da Defesa, Jobim, faz coro. Estranhamente, o mesmo Jobim, uma semana antes, afrontou o Presidente da República que pretendia, de modo inédito, investigar a tortura no tempo do regime militar.
Claro: ele mordeu, agora sopra.
Mas Lula precisa mostrar que tem juízo e acatar o parecer dos oficiais da FAB. Não se faz agrado numa situação dessas. Quem somos nós, leigos, para contestar laudos técnicos?
Mas o ministro Jobim, ao alinhar-se com os comandantes militares, pisou no tomate. Poxa! E com esse nome!... Vemos que há Jobim genial e o chupim... Será que o escrivão errou ao registrar o ministro, hem? O governo precisa mesmo revisar a tortura. E revisar também as pensões a anistiados. Nem todo herói da resistência faz jus ao nome. Nem todo oficial militar com 60 a 100 anos foi torturador. Muitos foram os militares vitimados pela perseguição dos quartéis. E são muitos os civis que deram um jeitinho de se listar como perseguido político para ganhar indenização ou pensão.
A César o que é de César; e a Santos-Dumont o que lhe é de ofício. Quando a Jobim... Prefiro esse nome no cancioneiro nacional (aí, é gênio!).
Luiz de Aquino (poetaluizdeaquino@gmail.com) é jornalista e escritor, membro da Academia Goiana de Letras.


