sábado, 20 de fevereiro de 2010

FESTA DE LANÇAMENTO DA ONG PAQUETÁ E DA POEMAS


Os dias 10 e 11 de abril de 2010 vão ficar na história.
Poetas e escritores do País inteiro estarão homenageando os criadores da ONG Paquetá, Ilha da Poesia e comemorando o aniversário da Poemas à Flor da Pele, comunidade que nasceu no Orkut e que hoje, com quase 4 anos de arte e cultura, é uma Associação Cultural das mais respeitadas no País.
O evento terá homenagens, poesias, performances, música e principalmente muita comemoração, pela alegria de confraternizar com pessoas que se preocupam com um dos pontos turísticos mais bonitos do País e convidam a gente da Poemas, para dar os primeiros passos por lá, será um momento de glória para todos nós.
O evento acontece dia 10 de abril, num sábado, no Iate Clube de Paquetá e dia 11 teremos a oportunida€de de visitar os pontos turísticos da mágica Paquetá.
Participe!

ONG – *PAQUETÁ – A ILHA DA POESIA*
QUARTO ANIVERSÁRIO DA COMUNIDADE CULTURAL
*POEMAS À FLOR DA PELE*
HOTEL PALACE ILHA DE PAQUETÁ
Já reservado

3 (três) chalés para 6 (seis) pessoas

2 (duas) suítes para 3 ou 4 pessoas

1 (uma) suíte para 2 (duas) pessoas (já reservada)

1 (uma) suíte para lua de mel (2 pessoas) (já reservada)

Preço: R$ 60,00 (sessenta reais) por pessoa.
Saiba mais com relação ao evento, hospedagem e alimentação, em nossas Comunidades no Orkut:
Paquetá a Ilha da Poesia -
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98310435
Poemas à Flor da Pele - http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=12590356

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Poção Mágica

para amiga Poeta Li Andorinha - Eliana de Faro Valença


A nossa criança interior é tal qual Poeta, é também a poção mágica que das flores preenche a imaginação e traz lembranças revitalizantes como correr, saltar ou no gramado aquietar pensamento, deixando fluir sentimento e alinhavando no colorido o coração descosturado, assim pondo-o num condão de fadas a balançar que no vai e vem apanha um punhado do reflorescimento que guarda ,um pouco, em segredo...

Poupando palavras a criança interior faz versos curtinhos que afiançam um ritmo terno, cristalino como canção de ninar e, assim persegue no caminho onde pitangas satisfazem desejo dos sabores da infância de outrora.

Nos pomares é tão fácil crer em amanhãs, em noites perfumadas e de estrelas cravejadas...

No imaginário é possível reencontrar os luares perenes, chuva fina e em qualquer lugar riachos que ensinam a cantar e que a sede de todas as tardes febris são os únicos capazes de sanar...

ilustração - Vladimir Kush

sábado, 23 de janeiro de 2010

Fundamentais...

Ouvi dizer que falar não basta e que agir é fundamental, como o resto isto também é muito relativo, penso... Sabemos que basta erguer um dedo para que haja interferência. Por vezes calar e não agir é essencial. Em algumas circunstâncias é preciso distanciar, abster-se de ação dando espaço-tempo ao evento que está em andamento. Mas a ansiedade e nossa crença em atitudes fortes, decisivas muitas vezes impedem que a natureza se encarregue, ou melhor que a vida flua e que a sabedoria intrínseca seja atuante.
Bastante difícil é para mente ocidental entender a ação na não ação e, talvez até ao oriente esta sabedoria venha se perdendo. Restrinjo-me a estas poucas linhas hoje, guardando desta forma minhas palavras que julgo dispensáveis diante ao que tem sido construído de forma inteligente e bastante eficaz.
Resguardo um sopro de Poesia e como se sábia fosse capaz de portar-me, ainda deixo-os ao sabor do perfume do jardim, este que a meu perceber possui tons, ensinamentos sobre tempo e ação fundamentais ...Ainda assim creio...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

5 anos do CAFÉ FILOSÓFICO ´DAS QUATRO´


Há 5 anos lancei a idéia da criação de uma comunidade no Orkut.com onde pudéssemos discutir assuntos diversos, com ênfase em filosofia e cultura, dirigida por 4 amigas. Com o tempo, contamos com o apoio de membros da comunidade para a administração e moderação. Criamos concursos, fizemos diversas entrevistas, lançamos livros impressos, criamos a Homepage da comunidade, o blog Jornal do CF4, editamos vídeos. E nasceram comunidades coligadas, como a Orkultural (ligada à coluna homônima) e a Sociedade dos Pássaros-Poetas. Trovadores Noturnos também se juntou a nós, assim como a Discutindo Literatura, O Ícaro e Borboleta, e outras queridas.

Recentemente, o professor Pedro Lyra (poeta, ensaísta e crítico literário, que já foi um de nossos entrevistados), convidou o CF4 e a comunidade Discutindo Literatura (da Luciana Pessanha) para que fizéssemos um apanhado de nossas entrevistas e também um ensaio sobre a nossa experiência na moderação de comunidades virtuais para uma publicação impressa. Este trabalho já está pronto e sendo editado. Em breve será lançado com exclusividade na revista Tempo Brasileiro.

Hoje, estamos colhendo os frutos de um ambiente propício à liberdade de expressão com respeito às divergências de opinião, como sempre foi a marca da comunidade.

Eu, assim como as outras 3 ´das Quatro´, o corpo de moderadores que nos apóiam e também com a administração, estamos muito satisfeitos com os resultados. Recebemos também um ótimo ´feedback´ dos membros através de e-mails dirigidos à administração da comunidade.

Manifesto aqui meu agradecimento profundo às três amigas Soraya Vieira, Edith Janete Schaefer, Katia Ceregato, bem como à Andrea Lucia, Marcia Uchôa, Maristela e Sonia Salim pelo carinho e apoio de sempre. Incluo também todos os membros que sempre apoiaram nossa comunidade ao longo desses 5 anos, seja na moderação, nas entrevistas ou na administração: Durval Castro, Teresa Mavignier, Marcia Beraldo, Claudete Shinohara, Rita Blue, Marcelo Mourão.

São muitas as pessoas que ajudaram a apurar o sabor do nosso cafezinho de cada dia.
Aproveito a oportunidade para agradecer, também, a:

Denise Moraes, moderadora que contribui massivamente com nossas entrevistas culturais;

Silvia Vitória e Sonia Ortega, duas moderadoras também muito queridas que tivemos;

Fabio Vale, que durante um bom tempo ajudou a administrar nossa comunidade;

Rosana Buarque, que contribuiu muito com vídeos dedicados ao CF4 e seus entrevistados;

Todos os entrevistados que já tivemos desde a criação do Café e a todos os membros que participam ativamente contribuindo para o enriquecimento dos debates (seria uma infindável lista de nomes, mas todos eles sabem que são muito queridos por nós).

A todos vocês meu agradecimento especial.

Um grande abraço.


Chris Herrmann
Fundadora do CF4

[o avatar do CF4 foi gentilmente decorado para o aniversário pela Katia Ceregatto, uma ´das quatro´ do Café.]


sábado, 9 de janeiro de 2010

De césares e de aviões

De césares e de aviões


Luiz de Aquino

Tem dias que a gente se sente / como quem partiu ou morreu...

Era 1967, o histórico Festival da Record. Chico escreveu e compôs, e o MPB-4 cantou para o enleio de quem pôde ouvir. Eram os primeiros meses do marechal Costa e Silva na cadeira de presidente da República, num período interrompido por uma suposta doença... A truculência de Costa e Silva ensejou (eta! Essa é antiga...) uma revisão dos conceitos sobre o primeiro marechal, Castello Branco. Chegou-se a tê-lo em conta de “um democrata”, no contraponto aos empurrões e trombadas de Costa e Silva. O terceiro, general Médici, fez de Costa e Silva um ingênuo... o regime endureceu pra valer.

Pois bem, os versos do pós adolescente Chico, naquele festival de 1967 (o irmão de Miúcha tinha 23 anos) davam bem a pista. O moço poeta escreveria muitas canções de síndrome romântica e conteúdo político, na linha da resistência ao arbítrio. Ele e mais um punhado de bons compositores, quase todos nascidos na década de 1940. Claro, havia exceções; alguns preferiam o suingue à ginga e bem-conviver com os quartéis; outros faziam a linha bom-mocinho, simpáticos às mamães e vovós, a decantar “uma jóia pendurada num cordão”.

Felizmente havia Chico e Sidney Muller, Vandré e Gonzaguinha e Henfil e Millor e um montão de pensantes conscientes. Aos que cantavam sem ser molestados, restou a alegria do enriquecimento, mas a História sabe bem em que estante arquivá-los.

“Acorda, amor / eu tive um pesadelo agora / sonhei que tinha gente lá fora...” – era Chico outra vez, noutro libelo denunciador. Outros cantavam uma “velha calça desbotada ou coisa assim”. A ditadura seguia seu destino, atingia o ápice, perseguindo e prendendo, arrebentando e matando. Logicamente, a resistência também deixou seu rastro de violência. Afinal, ninguém respondia a tiros recitando um pai-nosso (certa vez, um grupo de estudantes cantou o Hino Nacional enquanto a tropa fardada e montada partia para o ataque; o Hino foi silenciado a porradas e, a partir daí, surgiram as bolas de gude para desequilibrar os cavalos).

Lembro isso enquanto ouço no automóvel a notícia, Zé Ramalho... O presidente Lula, decidiu ignorar o parecer do pessoal da Aeronáutica sobre os aviões de caça a serem comprados para modernizar a frota de defesa aérea, prefere agir politicamente e fazer sorrir o companheiro Sarcozy. O ministro civil da Defesa, Jobim, faz coro. Estranhamente, o mesmo Jobim, uma semana antes, afrontou o Presidente da República que pretendia, de modo inédito, investigar a tortura no tempo do regime militar.

Claro: ele mordeu, agora sopra.

Mas Lula precisa mostrar que tem juízo e acatar o parecer dos oficiais da FAB. Não se faz agrado numa situação dessas. Quem somos nós, leigos, para contestar laudos técnicos?

Mas o ministro Jobim, ao alinhar-se com os comandantes militares, pisou no tomate. Poxa! E com esse nome!... Vemos que há Jobim genial e o chupim... Será que o escrivão errou ao registrar o ministro, hem? O governo precisa mesmo revisar a tortura. E revisar também as pensões a anistiados. Nem todo herói da resistência faz jus ao nome. Nem todo oficial militar com 60 a 100 anos foi torturador. Muitos foram os militares vitimados pela perseguição dos quartéis. E são muitos os civis que deram um jeitinho de se listar como perseguido político para ganhar indenização ou pensão.

A César o que é de César; e a Santos-Dumont o que lhe é de ofício. Quando a Jobim... Prefiro esse nome no cancioneiro nacional (aí, é gênio!).


Luiz de Aquino (poetaluizdeaquino@gmail.com) é jornalista e escritor, membro da Academia Goiana de Letras.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

domingo, 27 de dezembro de 2009

Trânsito: arbítrio e tolerância






Luiz de Aquino



Enquanto escrevo, lanço votos de Feliz Natal a toda a Terra, porque faltam horas, no nosso fuso, para se alcançar a Data Máxima da Cristandade. Enquanto escrevo, lembro aos leitores que estas linhas serão lidas quando muitos dos trabalhadores do mundo estarão, então, a contar números e montar a estatística dos fatos trágicos.


Muitos são os que, enquanto o mundo parece parar, trabalham pela manutenção da paz, pela contenção da violência e das ocorrências do infausto. São trabalhadores da segurança, da medicina e de incontáveis setores de serviço. Os demais mortais, param para as celebrações religiosas do mundo cristão. Festejam e cometem excessos. Ruídos, comidas e bebidas marcam bem os desatinos. Ah, e a velocidade nas rodovias.


Quinta-feira, dia 24 deste dezembro, em plena BR-153, no perímetro de Goiânia, passou por mim um pequeno carro preto, novo, com faixa amarela e a inscrição de autoescola (que, hoje, se chamam “centro de formação de condutores”, capricho eufemístico desnecessário, penso). O carro tinha apenas um jovem ao volante, nenhum passageiro. E tinha pressa. E corria muito e “costurava” na pista, ou seja, mudava de uma faixa a outra celeremente, sem os cuidados que, por certo, se recomendam.


Posso estar enganado, mas entendi que aquele condutor seria um instrutor de autoescola. E imagino que, pelo fato de o então presidente da República que sancionou o atual Código de Trânsito Brasileiro ostentar título de professor, a palavra “escola” tenha sido poupada do despreparo intelectual dos instrutores.


Ocorre-me, também, que algum dispositivo legal já foi aprovado no sentido de fazer com que as escolas regulares insiram a disciplina Trânsito na grade curricular do Ensino Médio. Mas a regulamentação não se fez (ou não chegou a Goiás). Ouço dizerem que o “lóbi” das autoescolas é fortíssimo e busca impedir que tal aconteça, porque o setor já elege parlamentares nos três níveis para defender sua “reserva de mercado”.


Que tristeza! Enquanto esta crônica chega aos olhos dos leitores, as estatísticas de trânsito contam-nos que dezenas de famílias engrossam o rol das que passam a relembrar tristezas nos Natais futuros.Pergunto-me: que razão existe para que as autoridades investidas de poder rejeitem regulamentar coisas simples, como elevar a qualidade da formação de condutores, envolvendo as escolas regulares? E, na mesma filosofia, indago: qual razão existe para permitir que um carro de instrução, nas horas vagas, seja usado como veículo de passeio? Não devia.


Também acho que as pessoas investidas de autoridade no trânsito deviam receber formação substancial no tocante aos procedimentos de rotina. O cidadão contribuinte, o pagador de impostos, torna-se novamente vítima da sanha arrecadadora. Como provar que, no momento em que se lavrou a multa por estacionamento irregular, o veículo multado estava na garagem do proprietário? Ou que o condutor usava, sim, como manda a lei, o cinto de segurança?


Abusos andam acontecendo, sim. Os agentes são poucos, mas abusam do dever que pensam ser direito, o de multar a bel prazer. Recorrer a quem? Os funcionários encarregados de analisar as defesas agem em solidariedade aos colegas fiscais. E ao poder público falta divulgar os números dessa arrecadação extraorçamentária.


Não perco a esperança. Li que o Ministério Público cobra da Prefeitura de Goiânia ações com vistas a normalizar as calças, e esta é uma queixa minha que se arrasta há mais de dez anos nestas crônicas. Espero, pois, que os promotores e procuradores de Justiça cobrem do poder municipal também uma prática fiscalizadora criteriosa e eficaz no setor de trânsito urbano.





Luiz de Aquino é jornalista e escritor, membro da Academia Goiana de Letras.