Este blog é um espaço onde autores, membros da extinta Comunidade Discutindo Literatura, do Orkut, publicaram crônicas. Com a extinção da Comunidade o blog não está mais ativo para novas publicações.
Wermer Além da Alma - transPiração Gráfica - César Castro
Decididamente mamãe não ouve e nem gosta do Rei Roberto Carlos porque não tem medo de lobisomem e desde os tempos em que lia José Cândido de Carvalho sabe muito bem quem são os Coronéis mamãe tem 78 Anos mas não perde tempo diante da TV com o Encravo e a Rosa, prefere assistir no TNT O Nome da Rosa, filme e fuma um baseado quando lê Umberto Eco e passa a contar o que sobrou. Mamãe é foda cultiva no jardim flores e trombetas e as vezes sai pelos campos catando cogumelos e ervas cidreiras dizendo que o chá é bom para o fígado, pois tem comido muitas flores que lhe dão indigestão. Mamãe ouve Raul Seixas e saber décor toda letra de Ouro de Tolo, e acha que não está com “a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”. Ela vai pra rua e solta os bichos 4 gatos recém paridos queamamenta com carinho como se outros filhos fossem mamãe usa umcrucifixo de madeira no pescoço põe alho no bolso e diz que é para espantar as cobras e lagartos que vez em quando aparecem no seu quintal pedindo votos. Assim que a noite chega ela reza pra são Jorge Ogum Oxossi e todos os caboclos da mata e da cidade porque acha que na cidade é que estão todos os bandidos de colarinho branco mamãe não dá sopa nem merenda muito menos bolsa escola cheque cidadão e outros baratos e diz não acreditar em esmola já leu até Bertold Brecht e tem pena dos analfabetos políticos pois acredita que é aí que se encontra agrande miséria humanacom que os aproveitadores continuam a se alimentar nos períodos eleitorais para enriquecer suas contas bancárias cada qual com seus laranjas. Esperta que só ela mamãe aperta contra o peito uma estampa de Jesus Cristo e fala: “esse é o cara” não enganou o povo com passagem a 1 real taxa de luz bolsa família bolsa emprego ou bolsa escola, deu passagem de graça, e não precisou se disfarçar com outros nomes deu a cara a forca e não nasceu pra ser otário como jogador de futebol.
Adorei!Você tem estilo bem subversivo.Embora não concorde com algumas das ideias, posso dizer:Sua mãe é muito xique!Gerou um cronista bem modernista! rsrsrA ilustração foi maravilhosa!Amo o Surrealismo!
"A crônica é um gênero que apresenta dupla filiação, já que o tempo e o espaço curtos permitem o tratamento literário a temas jornalísticos. Tem do jornal a concisão e a pressa e da literatura, a magia e a poeticidade que recriam o cotidiano."
(Maria Lúcia da Cunha Victorio de Oliveira Andrade) ... Grata pela visita! Você é convidado a interagir. Abraço!
Este espaço foi criado para os amantes das letras: poetas, escritores e afins.
O que os membros dizem sobre a comunidade
Essa comunidade é meu cantinho preferido. Aqui me sinto de novo na UFRJ, tal o apredizado de que posso dispor. Aqui me sinto entre amigos. Aqui encontro afeto, calor e respeito. Concordo com tudo que já foi dito. Nós sabemos bem que podemos encontrar nossa Luciana, amorosa, lúcida , atenta, criativa. Aqui tenho feito amizades para cultivar. Para encerrar, posso encontrar sempre belos textos de minhas amigas e de poetas renomados, posso liberar meu lado lúdico. Eloisa
Esta comunidade literária é uma das melhores da internet. Aqui, a gente interage, discute, aprende muito e faz amigos. Saludos. Maria José Limeira.
EBook Parolas ao Sol
Título: Parolas ao Sol - Autora: Virgínia Fulber - "Só se pode pensar e escrever sentado disse Nietzsche, amplio o aforismo ao ato da leitura. O Sentar é o mais importante preparo para iniciar-se na meditação Zen Budista e, para a execução de algumas artes desta filosofia oriental, de sorte que venho oferecer ao leitor alguns momentos que exigem paciência para degustação. Este pequeno Livro Eletrônico preparado com carinho trata-se de uma pequena coletânea de 20 textos em Prosa Poética, Crônicas, Versos e pequeno Conto que visam apenas de alguma forma iniciar um diálogo e aquietar outros... Pois Assim como O homem é um rio turvo. È preciso ser um mar para, sem se toldar, receber um rio turvo; (...)" - Virgínia Fulber. Download: parolasaosol.exe - E-book: formato .html
Envolver o Mundo Em abraço estreito Como se meu peito Com vigor fecundo Fosse todo feito Só para esse efeito De um amor profundo.
Abraçar a Vida Com total ternura Como se de pura Luz impressentida Fosse a tessitura(sem taxa ou usura) por todos fruída.
Construir a Terra Sementeira farta Que o pão reparta Onde não se encerra Onde não se enterra Fruto, ciência ou carta, Como quem se aparta.
Entoar um Canto Alegre, jocundo: Bem, de todo mundo Bem, que não se oculta Bem, que não insulta Bem, que não se enterra Mas que abraça a Terra.
Do Poeta Antônio Lázaro de Almeida Prado Professor Emérito fundador da UNESP (campus de Assis). ............. Contágio - Poesia do desejo (1993)
UM DIA
Umas fatias de pão torradinho, frutas frescas, um café, um cigarro e outra coisa qualquer com uma pitada de ternura.
Um mergulho nas origens, gotas de luz escorrendo em teu sorriso fluidas, como as tuas mãos nos meus cabelos.
Uma música na alma, um passeio descalço pelas alamedas do subúrbio à alegria de um sol abrindo flores.
Um chope, um frango assado, um aceno a um amigo que passa em liberdade e uma conversinha à-toa sobre coisas sem mistério.
Depois, a ilusão de que não há fome no mundo, de que não há criança sem escola, de que nos corações não há malícia, nem vingança feita crime, nem guerra, – a ilusão de que não há falta.
Então, uma caminha macia, um lençol com cheiro de primeira vez, um momento pra sempre em nossos corpos num pedaço de noite e luar pela nossa janela sobre o mar.
E um poema.
Um poema para não deixar que coisas como essas morram assim, simples coisas como coisas, assim, na coisidade de um dia – ainda que feliz.
Pedro Lyra
................ "Autoria"
Por mais que se escoem coisas para a lata do lixo,
clipes, cãibras, suores, restos do dia prolixo,
por mais que a mesa imponha o frio irrevogável do aço,
combatendo o que em mim contenha a linha flexível de um abraço,
sei que um murmúrio clandestino circula entre o rio dos meus ossos:
janelas para um mar-abrigo de marasmos e destroços.
Na linha anônima do verso, aposto no oposto de meu sim,
apago o nome e a memória num Antônio antônimo de mim.
"Todos os ventos", de Antonio Carlos Secchin .......... "A língua em que navego,marinheiro, na proa das vogais e consoantes, é a que me chega em ondas incessantes à praia deste poema aventureiro. É a língua portuguesa, a que primeiro transpôs o abismo e as dores velejantes, no mistério das águas mais distantes, e que agora me banha por inteiro. Língua de sol, espuma e maresia, que a nau dos sonhadores-navegantes atravessa a caminho dos instantes, cruzando o Bojador de cada dia. Ó língua-mar, viajando em todos nós. No teu sal, singra errante a minha voz."
Poeta cearense Adriano Espínola, autor de obras como "Fala Favela", "Taxi/Metrô" e "Beira-Sol". ............. Visão Interior
Pela janela surge a chuva imensa, molhando, estranhamente, o meu sorriso; entra em minha alma, sem pedir licença e me umidece o olhar. Então preciso
é que eu me esconda dentro de mim mesmo, pra das miragens não molhar veredas de um andarilho, que vagueia a esmo sobre desilusões fiéis, mas ledas.
Porém, não é mais a chuva o meu tormento, é mais, é muito mais... É a saudade que, a ver gastar-me instante por momento
e machucando-me por dentro assim, dizer-me vem, num poema, que em verdade, se pouco sou, foi o que quis de mim.
Ah! As miragens da alma nos enganam...
Maurício Cardoso Faria- Professor, membro da Academia Itaperunense de Letras.
Liberte a Palavra
Madrugada desembrulha segredos e dos olhos nascem caminhos.
Luciana ......
A lua que ilumina me acompanha nua ao silêncio mais profundo das entranhas do mar.
Izabel ...... Momentos de seda rasgam a memória pedindo eternidade.
Luciana ....... Suspeito de um beija-flor Que em seu passeio Rouba da flor, em flor Todo o seu amor Com um simples galanteio.
Maria Lucia ...... Abri a cortina e espiei a vida. Tivesse coragem e teria sido personagem, não platéia ordinária.
Elenir ...... Duas achas de madeira um só FOGO a queimar; pensar nisto: uma maneira de aprendermos a amar.
Diógenes .... A sua palavra semente floresce girassol em mim.
Luciana ....... Em minha plena lucidez anseio pela loucura: eu-ele nessa embriaguez de dois em um, um em dois. Uma, una: alma pura.
Patrícia ...... Nas asas do vento escrevi minha última mensagem. Ele se foi tão ligeiro, será que você a recebeu? Seria aquilo um aceno ou apenas uma miragem?
Elenir ........ Contrição
Teces oração aos pés do Cristo unção adoração no vaso de alabastro.
Luciana ..... Momento: pequena parte do tempo a passar veloz; vamos vivê-lo com arte: é a parte do tempo pra nós.
Diógenes .....
Galáxia de léxico, Movido a textos... Procuro silêncio e palavras No meu duplex... Mas perdi o dicionário entre As peças têxteis de látex.
Júlio ..... Na boca o cadeado travas fiando o tempo que não passa.
Luciana .... Lírios ao a(mãe)nhecer
Entre o sono e a vigília, sinto, às vezes, como num sonho, o toque suave de suas mãos - lírios alvos, delicados, exalando ternura -acariciando meu rosto, como se, por encanto, houvesse voltado no tempo, aos belos a(mãe)nheceres de minha infância.
Eloah Borda .... Limites tive muitos imitei os rios absorvi com as margens quando transbordei virei mar mas ainda limites achei.
Eloisa .... O seu sorriso chave ave a que aurora me destina?
Luciana .... Não sei o que é fingimento ou o que é verdade em mim experimento um dia por vez a esfinge que, em mim, se fez.
Ilana ..... São tantos intentos E no entanto Inúteis O santos distantes E os normais Acuados E a música remete Ao domingo Sangrento.
Mônica ..... Esse teu olhar mitiga relâmpagos dissipa toda taciturnidade.
Luciana ...... Palavra
Dança em meus pensamentos Em um momento apenas Das penas o papel alcança E fica assim Esperando Novas leituras Para de novo dançar.
Car_litos ..... Seren(a)idade esta que domina o medo e desfia o amanhã sem pressa.
Luciana .........
Por pensar imagens ideais, desenhou formas confusas do ser em espanto. Queria a redenção escondida em horas, instantes intermináveis de projeção. Vestiu sua miopia para dentro do espelho, ainda conseguindo ver alma pelos cantos. E depois Saiu ao encontro do sublime desejo, sombra doce de si mesmo.
Fabrício ...... Frágil(idade)
A hora lampeja crepita e movimenta os sonhos meu tempo é frágil(idade).
Luciana .... Fricção de ramos, mornas sensações, vento beijando as árvores. Fricção das cores em telas impressionistas Fricção de suspiros, fricções que não digo!
Eloisa ......
É de renda esse amor fresta de luz agulha e linha no meu corpo tramando cores.
Luciana ..... Numa noite enluarada Lá estava Lúcia Deitada na praia Seu corpo repousava ali, E seu espírito pela via lactea.
Maria Lucia .....
E ele se vestiu na macumba na umbanda na quimbanda para forjar o amor
Mas o amor despiu-se de encantos e saiu rua afora para sempre.
Luciana .......
A boca nasce ÁVIDA de vida e leite e sangue avidamente suga o licor da ternura e logo logo canibaliza esse amor.
Tekka .... FOGUEIRA
No enregelante tempo Um oásis de calor Aquece o fogo, A sala fria e sem cor!
Assim também a paixão é flamejante fogueira Aquecendo o peito, Derretendo a geleira!
Acaba-se o inverno No desejo por quem amas! Aquece-se o corpo no calor das chamas.
Lenise ..... Nosso amor Anel de luas errantes Beija estrelas Noite afora.
Luciana ....... Avante colcha de retalho no leito do trilho no chão da calçada no vão da mortalha na cegueira branca no dom da preguiça na beira da praia num ponto esquecido tira transversal logotipo adiante o dormente.
Rogério ..... Teus olhos sopravam promessas palavras-areia que o mar salgava entre mil ventos.
Luciana ..... Esperava palavras espumosas palavras aderentes, diferentes palavras que ficassem não partissem. palavras foram rosas breves perfumosas. Mas fizeram um estardalhaço! Uma explosão: cobriram espaços!
Eloisa .... Fim dos barcos Fim da sua/minha ânsia de navegar Fim da linha.
Luciana ...
Com uma receita de trigo A mulher sentou , pesou , mediu Mexeu , mexeu Bateu Suspirou! O trigo e fermento, com lágrimas banhou Abriu as janelas, Olhou a cidade, surpresa: Tudo de branco se cobria Tudo melado _ Dentro da pia, da tigela, o trigo com fermento sumira. E as lágrimas? Estas, ainda vertia!
Eloisa .... Escuto a voz encantada Dessas mulheres poetas E quietinha no meu canto Desamarro todo o verso
As palavras já libertas Brejeiras, leves, faceiras Brincam soltas na minha frente Com magia e mais encanto Sabedoria é à margem. Premonição no horizonte Pedra, prata e cantoria Passarinho e coração
Eloisa e Luciana E a mineira Maria Lúcia Fazem rima, fazem festa Poesia e emoção.
Cris Alvarez ..... Desordem a haver Estradas desalinhadas palavras desarrumadas Amor de afinidades e repulsões a desfolhar-se na noite.
Luciana .... Pensa na alma como as cordas que vibram e a vida os acordes.
Reinério .... Em movimentos espamódicos a água serpenteia o horizonte. O homem é apenas olhos e medo.
Luciana ...... Açucena oscilante
Oscilante açucena que balança Aos minuanos ventos da palavra Não sabes que oscilantes são os tempos correntes Em que poucos possam imaginar em verdade Ser oscilante açucena Um doce perfume que passa Pigmento ou apaixonados beijos de amor? Oscilante é teu significado Para quem não te sabe flor.
Car- litos ... Deixe o seu amor exposto ao sol das dúvidas enquanto beija e oferta bombas de amêndoas.
Luciana ....
Trovas
"Sugerir sem revelar"... induzir a uma emoção. O Poeta, em seu cantar, tem essa doce Missão!
(Elisabeth Souza Cruz)
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MEDALHA As medalhas com que cobre o seu peito de vaidade mostram que falta a mais nobre: - a medalha da humildade.
(Maurício Cavalheiro)
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Tua amizade guardei com muito amor e afeição. Quando de ti precisei fui buscar no coração.
Adorei!Você tem estilo bem subversivo.Embora não concorde com algumas das ideias, posso dizer:Sua mãe é muito xique!Gerou um cronista bem modernista! rsrsrA ilustração foi maravilhosa!Amo o Surrealismo!
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