
No caminho da vila a pequena casa abriu-se como flor, dela vertia o aroma de geléia fresca, e o rumor de crianças ao redor da mesa na tarde de quinta feira. Legumes e flores ladeavam a entrada desconsertando os sentidos. Charmosas borboletas davam ao pequeno jardim o movimento encantador. Na simplicidade, ainda desertas de folhas algumas trepadeiras exibiam alguma cor anunciando o final do rigoroso inverno.
Da estrada o olhar não se continha e deflorava a privacidade da doçura ímpar.
Alguns brinquedos dormiam esquecidos, entre os cascalhos, guardando um certo pudor,como o que habita o rosto do poeta ao ver-se diante da amada com seu poema no bolso, sem a coragem de faze-lo presente em todo ser ardor.
Da estrada o olhar não se continha e deflorava a privacidade da doçura ímpar.
Alguns brinquedos dormiam esquecidos, entre os cascalhos, guardando um certo pudor,como o que habita o rosto do poeta ao ver-se diante da amada com seu poema no bolso, sem a coragem de faze-lo presente em todo ser ardor.
Um pouco anestesiada pelo espanto pensou ; hoje duvido um pouco das letras que não criam asas e não se dão a colorir jardins, não bordam almofadas, não enchem lares com aromas e esplendor .
Espectador de moradas de Bougainvilles na alameda, como o rapaz que contempla o por de sol e acredita que os sonhos são fibras dos olhos que se alongam e criam vida, a moça sorri e volta para casa contando estrelas e sementes de amor que encontrou.
Imagem créditos sharon maia wilson
Que lindo! Simples e suave. Adorei!
ResponderExcluirSingelo passeio, que texto delicado e aconchegante, ler este neste dia que vai tomando corpo ao Universo, foi o meu melhor sem reverso.
ResponderExcluirObrigada Virginia por dividir este evento Singelo passeio.
Eu estou viajando, e quando retornar aviso,
com afeto,
Efigênia Coutinho
Virginia;
ResponderExcluirComo habitualmente, e sempre surpreendentemente, tuas palavras me enchem de esperança o coração, me fazem sentir a presença de ausências, saudades, me trazem certeza de que estamos irremediavelmente ligadas, mesmo distantes do convívio diário...
Linda cena, maravilhosa descrição, tão bem pintada quento com as tintas e cores...
Grande abraço com afeto e amizade eterna,
Juliana
Querida Virgínia,
ResponderExcluirEm devaneio senti o aroma da geléia e dos legumes, teu texto me fêz sonhar....
Abraços quase primaveris,
Mariah de Olivieri
a vida renova-se à suas leituras amigas Escritoras e mestras tão queridas Efigênia, Julianinha e Mariah, muito obrigada por mais esta gentil oxigenação, abraços
ResponderExcluirAh! Que delícia, amiga Virgínia! Prosa poética repleta de aromas. Um primor! Parabéns, querida! Beijos
ResponderExcluirDelicado o seu texto, Virgínia. Gostei muito!
ResponderExcluirabraços poéticos
da
Maria Lucia
Luciana e Maria Lucia vcs. são muuito gentis e amigas , muito obrigada , abraços
ResponderExcluirAgradeço o belíssimo passeio que acabo de usufruir...Uma brandura, uma calma, uma alegria,cheiros,cores, abraços invadiram minha alma ,me enchendo de paz e aconchego!
ResponderExcluirAs palavras entraram dançando nessa imagem , ou a imagem entrou nas palavras , uma perfeita fusão que refletiu muito amor!Parabéns e muito obrigado por esse belo presente!!! rosane
Querida Virgínia, só hoje li. Estive contigo, ali, dividindo a paisagem. Delicadeza. Pura sinestesia. Chamam a isso impressionismo. Eu chamo comunhão. Beijos
ResponderExcluirVi minha querida Amiga e poetinha feiticeira!
ResponderExcluirTens o dom de me fazer voar em tua arte
É impossível segurar minha alma quando te leio
Mas não me preocupo nem peço para que cuide dela
Sei que está no lugar que ela mais se liberta em sorrisos
que é no jardim da tua inspiração...
Parabéns Vi! Ficou um deslumbre essa tua postagem
E eu fico atrapalhada para dizer o tanto que gostei...risos
Eternamente agradecida pelo delicioso passeio
Beijinhos em revoadas de carinho da Li que te Adora e te Admira muito muito
MAGAMESTRA QUERIDA, SEMPRE SUAVES E CATIVANTES TEXTOS. PARABENS MINHA LINDA!
ResponderExcluirESPERO SUA VISITA.
ABÇS TERNOS
Marcia
Quanta suavidade e poesia em sua prosa, querida Virgínia. Obrigada pelo presente!
ResponderExcluirBeijos,
Chris