segunda-feira, 24 de maio de 2010
TIQUE-TAQUE
Hoje escutei o barulho do tempo
O tique-taque implacável, sem fim
Que revela meus fardos insuportáveis:
As inúmeras pedras do caminho.
Está tudo ali, num canto da memória,
O tempo com seus ponteiros imperceptíveis
Chuta pro esquecimento o imperdoável
As dores encostadas nas paredes da alma
descoram e os sorrisos me acalmam
Meio que em paz, tento lembrar o suficiente
Pra me fazer tocar a vida
As sensações, o gozo, o delírio dos voos
O frio na barriga dos amores perfeitos
As janelas que abri inda agora
Rescenderam um breve perfume de jasmins.
Um comentário:
"A crônica é um gênero que apresenta dupla filiação, já que o tempo e o espaço curtos permitem o tratamento literário a temas jornalísticos. Tem do jornal a concisão e a pressa e da literatura, a magia e a poeticidade que recriam o cotidiano."
(Maria Lúcia da Cunha Victorio de Oliveira Andrade)
...
Grata pela visita! Você é convidado a interagir.
Abraço!
Para correio: discutindo_literatura@yahoo.com.br
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Olá, que interessante!
ResponderExcluirNessa semana eu e o grupo da BLOGAGEM COLETIVA ESPIRITUAL estamos meditando no Tempo... e vejo seu lindo poema falando dele...
Obrigado por reforçar em mim esse tique taque eterno... que pode até ser apreciado...
É vida que pulsa...
Abraços fraternos