quarta-feira, 25 de março de 2020

PECCATUM - novo Romance lançado por Chris Herrmann

Peccatum - Ed. Arribaçã, 2020


Release oficial do Romance PECCATUM
- Editora Arribaçã, 2020


CHRIS HERRMANN LANÇA ROMANCE  “PECCATUM“
VIRTUALMENTE POR CAUSA DO CORONAVÍRUS

​A escritora Chris Herrmann está lançando, virtualmente, o livro “Peccatum”, seu novo romance. O lançamento nacional da obra seria no mês de julho, em João Pessoa, mas Chris, que está radicada na Alemanha, preferiu cancelar o evento em função dos cuidados recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) por conta da disseminação do coronavírus. O lançamento virtual acontece em página do Facebook com o título “Peccatum” e a obra está sendo vendida no site da Arribaçã Editora:

​De que trata “Peccatum”? O que significa o pecado? Carolina passa sua vida às voltas com esta pergunta. Aquela mulher católica, com uma fé inabalável e engajada nos projetos sociais promovidos pela igreja era admirada por uns e invejada por outros no município de Coleirinhos, interior da Bahia. Casada com um militar em plena época da ditadura, ela se apaixona secretamente por uma mulher no ano de 1973. A partir daí, seu mundo de valores começa a desabar. Mas ela não pode dar a perceber.

​“Trata-se de um romance realista, escrito em linguagem quase coloquial, fluida, em alguns momentos poética, como não poderia deixar de ser levando-se em conta o currículo da autora, sobre a paixão entre duas mulheres, uma delas casada com um militar e extremamente religiosa, com princípios rígidos e uma noção muito estreita de pecado”, define Rosângela Vieira Rocha no prefácio de “Peccatum”.


​Com selo da Arribaçã Editora, a obra, com 110 páginas, tem prefácio da escritora Rosângela Vieira da Rocha, capa de Leonardo Guedes, programação visual de Aristóteles Alves e impressão da gráfica Ideal.

CHRIS HERRMANN é escritora/poeta carioca, musicista e musicoterapeuta. Residente na Alemanha desde 1996, possui hoje dupla nacionalidade. Estudou Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Teoria Musical e Piano no Conservatório Brasileiro de Música e a Pós-Graduação Musikgeragogik (Educação Musical e Musicoterapia para 3ª Idade) na Universidade de Münster, Alemanha. Publicou os livros de poemas “Voos de Borboleta” (1ª edição, Protexto, 2009 – 2ª edição, Tubap/Clube de Autores, 2015), “Na Rota do Hai y Kai” (Tubap, 2015), “Gota a Gota”(Scenarium, 2016), “Cara de Lua” (Sangre Editorial/Mulheres Emergentes, 2019); e o romance “Borboleta – a menina que lia poesia”(Patuá, 2018). Em Junho de 2019 teve sua prosa-protesto “Dizem que não podemos falar”publicada na edição especial do Zine Bellzebuuusob o tema Censura, lançado em Belo Horizonte. Editora de blogues, organizou e participou de diversas antologias de poesia no Brasil em parceria com o Congresso Brasileiro de Poesia (2006 e 2007). Idealizou a capa e foi uma das organizadoras da antologia “Sobre Lagartas e Borboletas”, juntamente com Adriana Aneli, Adriane Garcia e Maria Balé (Tubap/Scenarium, 2015). Participou também de antologias nos EUA e Espanha. Foi colunista do portal literário Blocos Online e nos últimos anos tem colaborado com prosa e poemas publicados nas revistas eletrônicas como Mallarmargens, Zona da Palavra, Scenarium Plural, Algo a Dizer, Germina, Literatura & Fechadura, entre outras. Criadora e editora da Revista Ser MulherArte - www.sermulherarte.com

SOBRE A ARRIBAÇÃ EDITORA

​Criada pelos jornalistas e poetas Lenilson Oliveira e Linaldo Guedes, a Arribaçã Editora tem suas raízes fincadas no Alto Sertão da Paraíba, mais especificamente em Cajazeiras. A editora trabalha com obras literárias, acadêmicas, biografias, entre outras. Criada no segundo semestre de 2018, já tem diversos livros publicados. Contatos podem ser feitos na página da editora no Facebook, Twitter e Instagram ou pelo email: arribacaeditora@gmail.com - A editora também tem canal no youtube. Endereço do site:

terça-feira, 28 de agosto de 2012

À Galope...



À Galope... 

* virgínia vicamf Publicado em WEB ARTIGOS 

Agosto é um potro selvagem, em suas crinas levou meu pai para percorrer as coxilhas do céu, este filho de Emílio Fulber e Carolina Momberger, neto de Guilherme e Catharina Fulber e de Jacob e Margarida Momberger. Foi em agosto também que nasceu aquele que veio a ser o pai de meu filho, por sua vez livre como os bravos Ulisses que ouvem sereias, enfrentam a fúria de Posêidon e custam a retornar à terra natal apesar da proteção de Atena e avisos do próprio Hermes ... 

Fato é que os cavalos sempre estiveram presentes em minha história de vida. Meu avô materno, Theobaldo Schossler, nascido em uma região de colonização açoriana, era um gaúcho convicto, estancieiro, andava sempre de bombachas, lenço de seda no pescoço inverno e verão, jamais o vi com roupa convencional. Tocava seu Acordeon , instrumento musical aerofone de origem alemã, jogava cartas com os amigos, amava e criava cavalos, as corridas e portanto possuía uma cancha reta** em sua propriedade. 

Acordava cedo , fazia o fogo junto ao qual sentava-se e fumava seu cigarro de palha, segurava-me no colo e com carinho imenso cantava “ menina bonita, perninha grossa, vestido curto, papai não gosta...”, batia na ponta de meus chinelinhos para que estes não caíssem de meus pés, enquanto ele balançava-me imitando o cavalgar de um potrilho domesticado. Era em início de agosto, final das férias de inverno, que com ele passava tempos memoráveis e com meus primos que tinham uma banda musical. Minha estadia entre eles era uma festa de peraltices, fuçava em seus instrumentos musicais, em suas bicicletas, motocicletas, nos cavalos, sem autorização, bagunçando, desafinando o que causava muitas risadas, pois denunciava-me e minha curiosidade e irreverência os encantava. Sim há muito gosto de agosto nas brisas que melam meus dias...

Nelas inexistem melancolias mas são plenas de magia como o corpo das éguas prenhas tão bem tratadas por meu avô. Há o sabor das noites de jogos em família na casa grande, adoçadas com as broas de minha avó materna Florentina Vier Sehn, filha de um proprietário de padaria, o que a tornou excelente comerciante, doceira e simpática com toda gente. 

Agosto também é musical como o vento minuano entre eucaliptos, canaviais e como os córregos e temporais na estância. Galopa, galopa ligeiro para longe oitavo mês gregoriano, continua tua jornada e leva contigo meu abraço a todos que estão além de minha vista, além céu e mar... 

Notas -*Carolina Momberger Fulber minha avó paterna não conheci visto ter falecido prematuramente aos trinta e poucos anos de idade quando meu pai tinha catorze anos. 

 ** cancha reta- Penca, é um termo regional que ,em turfe, define a competição de corrida de cavalos em cancha reta, em geral com trilhos individuais para cada animal. A prova desenrola-se em geralmente em dois dias seguidos: no primeiro disputam-se as eliminatórias - também chamadas ternos, e no segundo, a final - também chamada desempate - entre os vencedores do dia anterior. As distâncias do percurso são curtas, em geral abaixo de 700 metros. É a modalidade de corrida de cavalos mais popular no interior do Brasil. As corridas podem estar vinculadas a entidades turfísticas oficiais ou não. Os animais que competem, dependendo da entidade que organiza podem ser Thoroughbreds, Quarto de Milha ou mestiços, inclusive de Crioulos. As apostas costumam ser feitas pela modalidade de remate (onde é leiloado o direito de apostar em determinado animal). - 

Avalie o texto Publicado em WEB ARTIGOS http://www.webartigos.com/artigos/a-galope/94695
 
Ilustração Obra do Artista Vasko Taškovski, was born on 31 August 1937 in the village of Nižopole, Bitola-





domingo, 4 de dezembro de 2011

Renovando Intenções


Improviso algumas palavras, desejando que estas alcancem o objetivo saudá-los em momento de peculiar abertura aos sentimentos de solidariedade, agradecimentos e elevação ao plano espiritual.


Renovar intenções caracteriza a passagem pelo Advento da data culminante dos Cristãos; aproximar corações, erguer pontes, dissolver quaisquer motivos que distanciam, irmanar e amparar com afeto e sem discriminações religiosas, libertar dos sofrimentos tais como fome, injustiças, perseguições, juízos...Um menino veio ao mundo com potencial de sensibilidade e inteligência a mais de dois mil anos para colocar-se à frente de seu tempo e deixar sua luz sobre todo sentimento de culpa, clarear caminhos, ensinar a humanidade através de metáforas e fábulas ,novas formas de amar . Impregnado de Ágape e, por este sentimento consumido amou incondicionalmente a tarefa que tomou pra si a de dirimir ignorâncias, acalentar tocando estranhos tornando-os seus próximos. Falou-nos sobre o poder da fé em si mesmo e no Criador que chamou de seu Pai e estendendo esta paternidade à todas espécies, entretanto falou mais de perto a nossa espécie que utiliza da palavra para comunicar-se, vindo solicitar e estimular que fizessem uso desta para propagar sua mensagem de bem aventurança e sobre os cuidados a serem administrados com o corpo e espírito para que um mundo mais saudável pudesse a partir de si surgir.

Jesus um Poeta, no verdadeiro sentido da palavra um criador de símbolos, um filósofo criador de conceitos de vida, um sábio que viveu sua palavra e ensinamentos. Fomos abençoados por podermos ler suas histórias no Livro mais lido no mundo. Então que assim seja, que sua vida e obra consagremos para o bem de todos como Ele desejou e que as interpretações que deixam escapar sua mensagem de humildade, simplicidade e paz entre todos os povos, independente de dogmas, pois Ele não fundou uma religião, sejam esquecidas e possam todos ler nas entrelinhas a verdade pois que esta " vos libertará"!


Aos amigos daqui e de além meus propósitos são de que haja mais lucidez neste lindo Planeta Azul, que as pegadas dos sábios sigamos e que no ano que virá e já desde então possamos mais compreender que buscar sermos compreendidos, mais amparar que desejar amparo, mais dar de nós mesmos e crer que como os lírios do campo que não tecem nem fiam, estamos vestidos lindamente e que nada nos faltará se aos desejos desenfreados e a cobiça não nos entregarmos em demasiado.


Que cuidemos uns dos outros com afeto e dedicação assim como gostaríamos de termos sido cuidados por nossos pais, embora nem todos tenham sido. Que ressentimentos e dores do passado sejam substituídos pela luz de infinita graça, energia que tudo funda, serenidade da qual somos filhos assim como de pó de estrelas...


Que a luminosidade que tudo cura, o fogo sagrado que tudo transforma possa transmutar substâncias...

Feliz Natal , que possamos neste renascer bem como no Novo Ano aprendamos a utilizar das graças e reconhecer que o mistério que nos possibilitou a existência e aos pluriversos, está agindo e sejamos co autores ao observá-lo com admiração e espanto de Poetas!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Exposição mostra como Oswald de Andrade antecipou discussão sobre direitos autorais | Jornal Correio do Brasil

Exposição mostra como Oswald de Andrade antecipou discussão sobre direitos autorais | Jornal Correio do Brasil

O GRUPO POEMAS À FLOR DA PELE LANÇA DOIS NOVOS LIVROS





Poemas à Flor da Pele surgiu no mundo virtual no dia 29 de abril de 2006 e lança, na 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega, mais duas publicações.

Os livros “Antologia Poemas à Flor da Pele”, volume 4, e “Contos e Crônicas”, volume 1, produzidos pela Editora Somar serão lançados no dia 29 de outubro (sábado), às 18h, no Memorial do Rio Grande do Sul, no Centro Histórico de Porto Alegre. Mais de 70 autores, de diversos estados brasileiros, de Portugal e da Suíça participam destas novas edições, o de poemas já em seu volume 4 (editado desde 2008) e, inovando, com o primeiro de contos e crônicas.

A coordenação dos livros estão sobre a responsabilidade das escritoras Márcia Fernanda Peçanha Martins e Soninha Porto, dirigentes do grupo Poemas à Flor da Pele, e responsáveis pela Editora Somar, criada em 2010. Itens específicos, como formatação, revisão e edição dos livros, são cuidadosamente trabalhados pelas escritoras. As capas foram especialmente criadas pelas escritoras Iara Pacini de Porto Alegre e Maria Goreti Rocha, de vila Velha/ES, membros do grupo. Nas edições de 2011, os poemas tratam de assuntos diversos, e os contos e as crônicas ganham temáticas do cotidiano. Assim, oferecem ao leitor mais de 300 páginas de beleza e modernidade nos textos dos livros que serão lançados.

Mais uma vez, escritores e poetas de todos os cantos do país reúnem-se, em Porto Alegre, para o lançamento dos livros no cenário literário da Praça de Alfândega. São esperados poetas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, entre outros. Segundo a escritora Márcia Fernanda Peçanha Martins, o lançamento na Feira do Livro é muito importante para os poetas, porque abre espaços para todos. “É fundamental porque a feira é democrática, já que ali circulam autores consagrados e os novos, buscando a consolidação ou um novo lugar no mercado literário”, afirma.

A sessão de autógrafos terá um informal Sarau Poético, em parceria com o grupo da Associação dos Escritores Independentes, performances artísticas da coreógrafa e bailarina Beth Rodrigues (Maringá/PR) e do ator gaúcho Marcos Bahrone.

O evento de lançamento será realizado pelo grupo Poemas à Flor da Pele, com o apoio da Associação Gaúcha dos Escritores Independentes e pela Câmara do Livro de Porto Alegre.

Serviço:
Lançamento da Antologia Poemas à Flor da Pele, volume 4 e Contos e Crônicas, volume 1
No Memorial do Rio Grande do Sul – Centro Histórico de Porto Alegre (Rua Sete de Setembro, 1020), entrada lateral
Dia 29 de outubro, às 18h

Informações

Márcia Martins - marfermartins@hotmail.com (51) – 994-72771

Soninha Porto - heisoninha@gmail.com (51) -82230759

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Aos Escritores queridos em seu dia

Aos Escritores queridos em seu dia
Na década de 60 João Peregrino Júnior e Jorge Amado realizaram o I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, onde os dois eram presidente e vice-presidente, respectivamente a partir deste evento passou-se a comemorar no Brasil na data de 25 de julho o Dia do Escritor.
O Escritor é um artista que expressa através da arte da escrita, melhor dizendo da Literatura. Existem escritores célebres, outros nem tantos, ainda outros desconhecidos.Como em todas as artes há amadores, dentre estes alguns não tem suas obras publicadas e mesmo se as tem não fazem desta arte um ofício.

A Literatura além de ser fonte de conhecimento e encantamento é ponte entre os homens.

A Música é a linguagem universal e quando acompanhada pela voz humana( anteriormente texto escrito) remete-me à grandiosidade da Ópera manifestação artística que me fascina.

Muitos Escritores que jamais vi, foram e são ainda alguns de meus melhores companheiros, suas palavras me afetam e afetaram profundamente e a estes sou eternamente grata.

Á vcs. queridos Escritores desejo muita inspiração e que continuem a transpirar e embelezar nossas vidas com obras científicas, de ficção,romances, dramas, comédias, obras filosóficas, enfim documentários, testemunhos de vida enfim.

Desejo congratular-vos pela potência de vida que há em cada obra e deixar registrado meu mais sincero agradecimento e um presente :

Uma área da Ópera Madama Butterfly interpretada pela Diva Maria Callas ( Un bel di, vedremo) ( ouvir ) de Giacomo Puccini, baseado no drama de David Belasco, o qual por sua vez se baseia numa história escrita pelo advogado americano John Luther Long.
Estreou no teatro Scala de Milão em 1904.
afetuoso abraço, virgínia

sábado, 23 de julho de 2011

Revista Tempo Brasileiro publicou tele - entrevistas da comunidade Discutindo Literatura

A revista Tempo Brasileiro publicou uma seleção das tele-entrevistas da comunidade Discutindo Literatura. Este número foi organizado pelo poeta/crítico e professor Pedro Lyra.







Agradeço a participação de todos os membros da comunidade, especialmente agradeço aos tele-entrevistados, e ao Pedro, claro!



Site da revista:



www.tempobrasileiro.com.br



Boa leitura!



Um abraço

quinta-feira, 14 de abril de 2011

TUDO O QUE TENHO LEVO COMIGO

TUDO O QUE TENHO LEVO COMIGO

5 ANOS DA POEMAS NA CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE


Evento da Poemas à Flor da Pele,
na Câmara Municipal de Porto Alegre,
dia 29 de abril, às 19h



Marca o aniversário de 5 anos da Poemas à Flor da Pele,
Grupo que faz sucesso em todas as redes sociais.


Inicialmente acontece uma Mesa Redonda com Marcelo Spalding, do Site Artistas Gaúchos e Jorge Duarte Barbosa, Mestre de Literatura, sobre o tema “A poesia no mundo virtual”. Os autores foram convidados por serem exemplos de respeito à cultura e prestigiar sempre as atividades do grupo.


Após o debate rola o Sarau com apresentações musicais de Marco Araujo (diretor de eventos da Poemas), Marcos Assumpção, carioca, que canta Florbela Spanca, as performances de Marcos Bahrone (coordenador de teatro do grupo) e das bailarinas Cigana (coordenadora de dança) e Pátia Mihr.

Estão previstas, presenças de amigos, de todo o Estado, colaboradores, escritores e poetas gaúchos, entre eles, Ana Luiza Conceição (diretora nacional), Benedito Saldanha, da ALA/POA e do Parthenon Literário, Ernesto Braga (conselheiro), Iára Pacini, Marcinha Martins (diretora geral), Maria Clara Segobia, do Instituto Cultural Nelson Fachineli, Oiára Bittencourt, Rogério Guaraldi (conselheiro), Rosa Mel, Sandra Antonioli (diretora de comunicação), Tania Platechek e Vany Campos.


A Poemas à Flor da Pele, criada em 2006, no Orkut, é um grupo aclamado no país e fora dele, pelas atividades artísticas e culturais que realiza. Já lançou 3 antologias em Bento Gonçalves, durante os congressos de poesia, na Livraria Cultura e Feiras do Livro, em Porto Alegre e, também, em eventos realizados em outros estados, com centenas de autores brasileiros, inclusive, que moram na Alemanha e Suiça, e com autores de Portugal.


Criou coletâneas infanto-juvenis com o grupo, e a cada aniversário lança um e-book de arte e poesia, verdadeiras preciosidades divulgadas na internet e concursos temáticos e livres na comunidade do Orkut.


Os representantes da Poemas, espalhados pelo Brasil afora, já fizeram saraus e lançamentos das antologias em Brasília, Belo Horizonte, Cotia – SP, Coroatá – MA, Paquetá - RJ e nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.


O sarau especial de aniversário tem o apoio da Câmara Municipal da cidade, Academia de Letras e Artes de Porto Alegre, Parthenon Literário e instituto Cultural Nelson Fachineli. No dia 14 de maio, realiza, ainda, um jantar comemorativo, no Clube Sindaf, às 20h, com entrega de troféus aos destaques culturais da arte, música e literatura, ligados à Poemas, do Estado do Rio Grande do Sul e, também, de Alagoas, Espírito Santo, Rio de janeiro e Santa Catarina.

Mais informações sobre os eventos:

heisoninha@gmail.com



Sarau de 5 anos da Poemas à Flor da Pele
Dia 29 de abril, às 19h
Sala Glênio Peres, Câmara Municipal
Av. Loureiro da Silva, 255 – Porto Alegre
Entrada Franca


Informações para a imprensa:


Soninha Porto
51-82230759
heisoninha@gmail.com

sexta-feira, 1 de abril de 2011

De volta àquela casa


De volta àquela casa

Sim, voltei ao velho casarão da Rua 21... Voltar lá, ultimamente, virou rotina. Vou lá sempre que chamado, e algumas vezes até sem ser chamado! E revendo uma entrevista de José Alencar, horas após ele ter se encantado e viajado a chamado do Criador, ele disse ter ouvido do pai quando saiu de casa para trabalhar, ainda adolescente,; era algo como “ao sair de qualquer lugar, faça-o com a certeza de que poderá voltar”. Lembrei-me das minhas escolas. Sempre que vou ao Rio de Janeiro, dou um jeito de voltar ao Colégio Pedro II; sempre que tenho uma razão, por menor que seja, vou ao Lyceu, tal como vou também à PUC – especialmente ao prédio da antiga Faculdade de Filosofia e seus anexos.

A medalha do Lyceu
Em 2007, ganhei, ao lado de outros colegas da mesma época, uma medalha da Unidade Tijuca do Colégio Pedro II no seu Jubileu de Ouro (foi lá que cursei o Ginasial); ano passado, ganhei uma medalha com as iniciais JIL – Jovem Imortal Lyceano; na última segunda-feira, recebi um certificado do Curso de Mestrado da Pontifícia Universidade Católica de Goiás porque uma das mestrandas, Elisabeth Lemes, escolheu trabalhar minha poesia em sua dissertação.

É emoção de sobra! Em 2004, ao visitar a Escola Evangelina Duarte Batista (onde me preparei para o Exame de Admissão, em 1957), recebi homenagem dos alunos do professor Luiz Gilberto – mais conhecido como Luiz Poeta. Esta semana, pois, fechou-se um circuito importantíssimo para o bem-estar do meu umbigo... Demorei a perceber que, com isso, fechou-se o círculo: fui homenageado em todas as escolas onde estudei (ou, ao menos, naquelas em que concluí meus cursos, já que freqüentei também, sem conclusão, a UnB e a UFG).

Sorrindo, atrás de mim, a diretora profa. Sílvia

Bem: vaidade minha à parte, quero contar que, na quarta-feira, 30 de março, vesti uma surrada calça de brim cáqui e uma igualmente muito surrada camisa branca de algodão, mangas curtas, com o emblema da famosa águia no peito;  estava, pois, mais uma vez, vestido de estudante do colegial do Lyceu da década de 1960. Uma aluna olhou-me com ar de quem não gostou; concordei, aquele uniforme não é bonito... Ainda mais que a roupa já está velha e eu emagreci desde quando mandei fazer a réplica do meu velho uniforme.

O que fui fazer lá? Fazer uma das coisas de mais gosto: conversar. No caso, nem foi uma conversa, mas uma palestra – forma antidemocrática em que alguém, quase sempre mais velho ou, no caso, com um pouco mais de estudo e vida, conta coisas aos jovens. Palestrei para estudantes pré-vestibulandos; falei-lhes daquela fardinha colegial e prometi que farei outro, e em breve! Ao subir a escada, um aluno me perguntou:

– Vais nos falar sobre o quê?

– A vida – respondi-lhe.

– Ótimo – retrucou ele –, amo a vida!

Um aluno, o Pedro, antes que eu começasse a falar, executou ao violino a belíssima “Jesus, alegria dos homens”, de Johann Sebastian Bach. Liguei o computador e, com a inestimável participação do estudante Marcos (aluno do Santo Agostinho, mas filho da professora Klaudiane, do Lyceu) fiz rodar o PPT que ilustrou minha fala. Tratei de cidadania: família, vizinhos, a rua, a escola, a amizade, o amor e o respeito ao próximo, o nosso compromisso com o passado e o presente – o valor da pessoa, enfim).

Saí de lá com uma sensação de leveza por ter falado; uma espécie de alegria por pensar que ajudei. Mas ao entrar no carro senti o que de fato acontecera comigo… É que me vi entre estudantes interessados e belos (Ziraldo diz que, hoje, ninguém é feio nessa idade; concordo com ele). Conversamos ao final, li poemas, trocamos ideias e distribuí alguns livrinhos meus.

E descobri que quem de fato aprendeu algo fui eu.

* * *

Luiz de Aquino é escritor e jornalista.

terça-feira, 8 de março de 2011

O dia Internacional da mulher, mudou alguma coisa?

A lei existe, mas ainda há muita desinformação  sobre os direitos dessas mulheres. 


Como podem maltratar as mulheres?                                                                       
Elas párem, nos dão a vida, nos alimentam e, em suas naturezas, trazem a marca da proteção, da tolerância e do amor, que distribuem generosamente a quem amam, como podem?

Comportamentos desjustados em relação à mulher  tem um ranço das sociedades medievais, ela não tinha garantia religiosa e civil, era considerada incapaz de tomar qualquer decisão na política ou na sociedade em que vivia. Tinha que dedicar-se pra casa, criar filhos e orar. E o adultério era resolvido com a pena capital. Isso vê-se, ainda hoje,  em sociedades atrasadas, que tratam-na como incapaz e a escraviza, até  com torturas físicas e, adultérios,  com apedrejamento. Como pode, em pleno século XXI, isso ainda estar acontecendo?

Graças a Deus, aqui no Brasil,  em 07 de agosto de 2006 criaram a lei Maria da Penha,  que combate e pune agressores. Será que passados quase 5 anos, houve alguma mudança? 
Li algumas reportagens  antigas sobre o assunto (não é mais notícia?), mas o que tenho visto por aí, apesar de alguns avanços, são mulheres submetidas por seus "donos",  a estupros, surradas e mortas. Os agressores? Maridos, namorados, amantes, familiares e pasmem, até pais e irmãos! Pessoas, que não honram ser chamadas de seres humanos. 

A lei existe, mas ainda há muita desinformação sobre os direitos dessas mulheres. A crueldade e o preconceito ainda fazem parte de seus cotidianos, são vítimas de processos psicológicos, sexuais, patrimoniais, morais, e convivem com  o medo e a desesperança, deixando-se levar a cabresto, pela vida afora. 
 
Ontem ouvi um comentário na televisão de uma mulher indignada, que repudiava o "em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher",  claro que concordo plenamente com ela, não podemos silenciar, é preciso denunciar, esclarecer e divulgar mais,   o que a Lei Maria da Penha traz de benefícios para nossas mulheres e que pode fazer a diferença, devolver-lhes a dignidade perdida, e está aí pra ser cumprida.

Não dá pra fazer de conta, que não é comigo, não posso calar, é um  grito de solidariedade em favor de quem sofre uma das maiores injustiças que conheço de nosso tempo. Sem contar,  que me dói ver, meninas prostitutas espalhadas pelas esquinas, pequenas mulheres, mas que já vivenciam a torpeza do ser humano, ai que sociedade é essa que vivemos? 

To muito pessimista? Não. Com certeza, por outro lado, a mulher de hoje, está vivendo um bom momento, competindo quase de igual pra igual, no mercado de trabalho, muitas são independentes, chefes de família, bem comum atualmente, está curando-se da síndrome de cinderela, a que procura um príncipe encantado para viver e,  plena e respeitada vivencia todos os direitos dos homens. Temos até mulher Presidenta   da República! São grandes sinais que a coisa está mudando. Que mude! Que o brilho dessas mudanças apague de vez essa página de mulheres-vítimas de nossa história, que  cure esse vírus maldito da violência encrustrado nesses seres humanos.

Mulheres vocês tem saída!
- Não tenham dó ou  medo, acreditem na Lei, façam esforços, os agressores podem ser impedidos, até  de chegar perto e a reincidência é punida com  rigor, não caiam nessa,  que eles vão mudar, "não deixem pra amanhã, o que podem fazer hoje".Não deixem que isso vire vício. 

Deixo um poema pra vocês.

Ela
Soninha Porto

Lutadora.

Enfrenta o mundo
o desconhecido
sempre mãos estendidas

olho atento
coração aberto
força e coragem
muita imaginação

lança sementes
fertiliza vales 
colhe a lavra 
farta ou não

carrega a rosa única
rasgos de amor e dor
no ventre-imensidão.

Sofre
chora

dá pra ouvir seus ecos
é preciso prosseguir
mesmo em vão.

Inspiradora.

O que mais se quer
pra tudo ficar perfeito
é o sorriso desta mulher.

Soninha Porto

Um sábado de carnaval :: GOSTO DE LER ::

Um sábado de carnaval :: GOSTO DE LER ::

domingo, 6 de março de 2011

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

CLARICE, QUEM TE DISSE?
                                                        Regina Makarem

Você de repente não estranha de ser você?
- Clarice Lispector

        
         Para além da leitura, a pergunta de Clarice é soprada no meu rosto, janela aberta de chofre, a ventaria de cada palavra vai penetrando até o desconforto dos lençóis amarfanhados e, mais adiante, da louça empilhada suja na pia de torneira que pinga, que pinga e espera... seria preciso que se passasse muito, todo o tempo do mundo doméstico pra que esses pingos inundassem a pia e limpassem tudo, derramando-se pelos meus olhos secos que nunca choram...
         O vento de cada palavra esparge a poeira das minhas capas-personas tão usadas, e o sol mansinho desta manhã que não raia em mim, pinta e ilumina o pó que era apenas mofo de sepultura, aberta e vazia, à espera... e rodopiam as palavras claras e zombeteiras. Palavras exatas. Clarice, quem te disse de mim?... das vidas passadas compondo vestes sobrepostas, caprichosa pintura e brilho falso, até não alcançar mais a pequenina essência que um dia se nomeou “Regina”.
         Quantas vezes percebi, às ocultas de mim, que não estava ali onde me exibia, a falar coisas em que nem pensara, a surpreender-me: eu? O choque. Um susto.Poucas vezes me diverti, embora ridícula em ser sem ali estar, num inútil exercício de humanidade. Ninguém se importa com a bondade que se machuca para não ferir. Quem saberia da dor por trás do sorriso de batom?...
Como foi que Clarice descobriu antes que eu fosse Eu? Com que olhos entrou pelo sumidouro da fechadura e fez esse rombo no chão que julguei pisar?... “O chão que ela pisa” não será o mesmo chão, que os pés já reconhecem o caminho seguro para ir a nenhum lugar, e tocam, sem hoje nem jamais, o esplendoroso espaço do Não Ser. Porque ser muitas é o resumo da minha almejada verdade: sou ninguém.
É a glória e reconhecimento. Prêmio. Posso me desvencilhar de todas que desejei vir a ser, em tantas falhas do viver. Não preciso mais. Não sou. Não quero. Calo-me. Despojo-me de meus restos para regurgitar os pedacinhos e desbabujo-me. Oca e nova.
Clarice concedeu-me uma licença de mim para, quem sabe, num dia que me amanheça, olhar no espelho quebrado e reconstituir as mil faces de um ser tão verdadeiro que cause em si mesmo o espanto de existir.
Em 03.01.2006

domingo, 12 de dezembro de 2010

O Fio de Seda


O que seria um pontinho branco num livro negro?
Talvez um desvio de conduta

O que seria um pontinho negro num livro branco?
O ponto final da escrita

O que seria um ponto final para quem gosta da escrita?
Seria uma frase:
É fim; porém não acabou ainda.

Sonhei com o Stev numa noite destas; agradeci a ele pela preservação das árvores, mas fiz uma ressalva aos tablets; que ele nos inventasse uns óculos que lê-se diretamente nas lentes. E o Stev me recomendou um oculista.

Caso ele aceitasse, trocaria as fontes dos livros por belas imagens, que substituiriam automaticamente qualquer imagem desagradável que tentasse chegar aos meus queridos olhinhos...

Em caso de chuva, raios inconsequentes e simultâneos, para fotografar tão belo episodio.
Em caso de exasperações sociais, fotos e mais fotos de muitas crianças sorrindo.

Em momentos de guerras e crises, imagens da terra vista dos céus de um negro universo, como um ponto branco manchado de azul, de onde não se enxergam as fronteiras, não se distinguem as línguas e os pontos e as virgulas ilusionistas de qualquer texto.

Caso ele aceitasse, e a invenção fizesse sucesso, pediria então uma nova versão:
O sintetizador de ouvidos:
Ao pronúncio de qualquer impropério, ouviria somente:

...

-Cale-se; Toca Mozart ao fundo...


domingo, 5 de dezembro de 2010

TRANSFORMAÇÕES

TRANSFOMAÇÕES

Dezembro chegou avassalador. As limpezas viram de ponta cabeça as residências. Reformas são iniciadas em caráter emergencial. Pocotes de tralhas vão para o lixo dando espaço as novas decoração natalinas e aos utencilios mais sofisticados. Carros novos são adquiridos, parece que há uma urgência em transformar a vida e valores espirituais confundem-se com os materiais. Não querido leitor, não estou fazendo julgamentos, apenas relatando o que vejo, bastante óbvio ? Nem tanto, somos demasiadamente influenciáveis; pelo sol, pela nova estação e pelo apelo da mídia.

Toda transformação é excelente, ainda mais quando vem embutida nesta e naquela a consciência do que se está a fazer.

Dezembro é tempo de correrias, de férias à vista, de colocar tudo em dia, tudo que se postergou durante os meses que o antecedem.

Dezembro é final de ciclo no calendário gregoriano. Já acho que um pouco de outros calendários poderiam guiar-nos para que o estresse, a depressão, ou seja a ansiedade generalizada não papasse nossa saúde e mandasse para o ralo junto com as tralhas, nossa tranqüilidade outonal, que parece um pouco zen até.



Desejo que gotas de tranqüilidade permanecessem ao pé das árvores natalinas para lembrar-nos que existe dentro de cada um de nós um self, uma centelha luminosa que permanece intacta e que o verdadeiro cristão cultiva sua fé, devoção e solidariedade todos os 365 dias do ano e, que presentear, limpar, reciclar, reformar, a si mesmo sobretudo, é tarefa a ser realizada diariamente e, caridade, compras fazem parte da rotina de quem está com os pés plantados no chão e o olhar no infinito.

Portanto não aflijam-se meus caros leitores, aqui também há decoração natalina, planos de final de ano e um montanha de abraços a serem distribuídos juntamente com cestinhas aos mais necessitados que aguardam a época mais enfeitada do ano e a de maior fartura nas mesas dos privilegiados. Transformemo-nos pois, em um braço amigo para que haja menos fome, solidão e ansiedade,afinal nossa sociedade é surreal...

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Virgínia Fulber, exerce a profissão de Terapeuta utilizando das filosofias de Nietzsche e Spinoza . Possui Formação Internacional de Yoga Taoísta , corporal e esotérica. Cursou, Psicologia a partir da Filosofia e Antropologia.

Ama jardinagem, música e o Oceano, não necessariamente nesta ordem.

Reside em de Novo Hamburgo, RS, local onde nasceu a mais de cinquenta anos .

Escritora e Poeta amadora, assina como virgínia além mar suas obras.

É Colunista e Colaboradora do Portal VMD a uma década e coordenadora do Canal de Filosofia do Espaço Ecos, deste mesmo Portal.

Membro dos Poetas Del Mundo, da AVSPE-Academia Virtual Sala Poetas e Escritores e da AVBL- Academia Virtual Brasileira de Letras.

Publica no Recanto das Letras (mais de 300 textos (10695 leituras)


Participações em : ANTOLOGIA Poetas do Café Vol l- 2006 Congresso Brasileiro de Poesia, Bento Gonçalves RS. LIVRO ECO ECO-AR AR-TE PARA O REENCANTAMENTO DO MUNDO- (Org.) Michèle Sato Ed. UFSSCar, 2007. (prelo), Antologia Poetas Pela Paz e Justiça Social - Ed. Alcance na 53-Feira do Livro em Porto Alegre-RS. Antologia Prosa e Verso A.G.U.I.A. 2009 Editora das Hortências RS e na Antologia Internacional POEGRAPHIA- Projeto Cultural ABRALIa ser lançada neste ano de 2010.

Possui três obras individuais em formato EBooks ; Apologias de um Viajante, Parolas ao Sol e Lento Retrato pela AVBL. Escritora Imortal pela Academia de Letras do Brasil-RS- indicação da Imortal Vânia Moreira Diniz- Presidente da ALB de Brasília DF. Sendo que não tomou posse por motivos de saúde.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MEU COMPUTADOR

Por Soninha Porto*

 A tela plana, pequena, aliada às tantas teclas e a tantos momentos, modificaram e, ainda, influenciam diretamente o meu dia-a-dia. Passar um dia sequer, sem acessá-la, nem pensar. Comprei até um netbook, para estar por dentro do que recebo pelo mundinho virtual. O pequeno artefato  cabe na minha bolsa e carrego, por onde for, o prazer que o computador me traz.
Alço voo, viajo a terras longínquas do mundo e da minha imaginação, numa comunicação veloz, inimaginável em tempos de outrora, com tantas pessoas, de tantos lugares, num simples toques de dedos e teclas. Esse contato, matinal, vesperal e “noturníco” e, por vezes madrugada afora, preenchem meus vazios. Tornou-me produtiva. O tempo, dividido entre os afazeres da casa e com meu filho aborrecentenet, abre-se todos os dias a novos desafios, são surpresas e fatos, que me enchem de entusiasmo e nos quais aventuro-me, ouso, em versos e pela vida, sempre tendo em mente criar e compartilhar, onde uso e abuso de minha língua-mãe.
Dizer que estamos vivendo numa era de tecnologia avançada, é clichê, mas analisando o meu computador, tenho uma relação amorosa com ele, tornou-se indispensável e admiro o que provoca em mim e nas vidas de tantos, por ter algo de democrático, pois sem sombra de dúvidas, é  acessível a grande maioria de pessoas. Considero isso uma grande bênção.
Engraçado, que essa coisinha esperta, nem passava pela minha cabeça, até o final do século XX. Hoje é uma das ferramentas imprescindíveis em minha vida, e formou  um divisor perfeito entre o antes e o pós ponto com (.com).
Até 2002, meu amigos e meus amores, eram aqueles conquistados durante toda uma vida, os do colégio e trabalho, e ao contá-los, mal enchiam as duas mãos. No entanto, passados esses anos de experiências internáuticas, tenho centenas de amigos, de quase todos os lugares do mundo. Amores? Sim, alguns, mas esses continuam tão complicados, quanto (risos). Converso com meus amigos pelas redes sociais, por e-mails, pelos tópicos do orkut, em eventos que realizamos pelas cidades brasileiras, inclusive em Porto Alegre e vamos formando um grande batalhão, de pessoas que precisam umas das outras, que tem sede de embriagar-se em poesia e tem fome de quê? De serem ouvidas, de se saberem vivas, de ter nem que seja por instantes, a atenção para si e suas criações .
A comunidade Poemas à Flor da Pele, do Orkut, tem milhares de pessoas, que curtem o que curto, a poesia. Ganhei de presente de Nathália, uma amiga virtual, que ainda não tive o prazer de conhecer. É verdade. Ela é de Ribeirão preto, mas nem imagina o quanto a Poemas é tudo, Nat tornou-se eternamente responsável por essa felicidade toda que carrego.
Como não ser feliz se desconhecidos, mas amigos de fé de coração, te enchem de mimos? Como poderia imaginar que por criar simples versos, eu receberia de presente essa dádiva que é a Poemas? Nos tópicos criados para  amigos, já fizemos num final de semana 2 mil postagens,  só criando versos, é mole? Tudo virtual, mas tão real...
Atualmente, sou considerada poeta e escritora, por escrever e ter lançado meu primeiro livro, o doEU. Outro fato, que nem passava pela minha cabeça, quando eu ia imaginar que  escreveria  um livro?  
E ainda chamam-me de ativista cultural, pois com a Poemas lançei 3 volumes da Antologia Poemas à Flor da Pele, que virou uma coleção das mais respeitadas nos meios literários, onde centenas de pessoas, poetas e escritores, da Alemanha, Brasil, Portugal e Suíça estão nela, com versos e mais versos, tudo à flor da pele. E pasmem, todo o material foi trabalhado pela internet. Não é maravilhoso? 
Conquistamos um espaço maior com a internet, somos ouvidos ao longe, mas tudo fica muito, mas muito perto do coração. Ser poeta, escritora, ativista, colunista e o escambal, são nomes bonitos, são atividades que surgiram sem querer, mas o que importa mesmo é poder expressar-se de todas as formas, por versos, por crônicas, ou num simples oi, e compartilhar com pessoas de todas as raças, religiões e opções políticas, o que faço e o que penso sobre a vida.
E amigos virtuais, alguns já tão reais e tão necessários ao meu viver, conquistados pelas páginas da internet e em inúmeros eventos, onde nos encontramos, tornam  plena de emoções, beleza e poesia a minha vida. E tudo isso perpetua-se: rostos, momentos, poemas, abraços, beijos, livros, frutos colhidos diariamente pelo meu computador. 


imagem colhida no blog, mas ela é tão apropriada, que espero que  o autor não se zangue de  eu  usá-la.
http://rinnaldoalves.blogspot.com 

* Soninha Porto, escritora e poeta, gaúcha de Porto Alegre, 
administra a comunidade Poemas à Flor da Pele

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Jornal Poiésis de novembro

Já está disponível a versão digital do Jornal Poiésis de novembro, que traz um ensaio especial sobre León Tolstói, escrito por Gerson Valle, além de poemas e notícias culturais regionais. A publicação já está em seu 16º ano de circulação, sempre pautada na divulgação da literatura, da arte e da cultura em geral.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Oktoberfest em Munique - a festa da alegria

Publicado na revista VOCÊ EMPRESARIAL - Estado do Pará/Brasil - Set-Out/2010






OKTOBERFEST EM MUNIQUE
A FESTA DA ALEGRIA
Chris Herrmann

Chris Herrmann (Düsseldorf – Alemanha)
CORRESPONDENTE INTERNACIONAL
Brasileira, escritora e tradutora.


Todos os anos em Munique, a capital da Baviera na Alemanha, no parque Theresienwiese (nome dado em homenagem à Princesa Therese), popularmente conhecido como “Wies´n“, acontece a maior festa popular do mundo: a Oktoberfest. Com 17 dias de duração, a festa este ano será de 18 de setembro a 4 de outubro e movimentará um contingente de cerca de 6 milhões de pessoas que virão de todas as partes do mundo para desfrutar deste desfile de cores e muito alto astral.

Neste ano de 2010 as festividades contarão com um jubileu muito especial, que são os 200 anos de sua existência. É a 177ª vez que a cidade se transforma num palco de muita alegria, bebida, comida e atrações para uma multidão sedenta de diversão, já que por 24 vezes a Oktoberfest teve que ser cancelada por conta de guerras ou epidemias.

Além da gastronomia e atrações diversas que movimentam a montagem de um sem-número de barracas e brinquedos, como carrosséis e rodas-gigantes. A vestimenta é parte importantíssima para os preparativos da festa. Para festejar como um ´bávaro´ é preciso cuidar do visual típico. Os homens vestem a Lederhose (calça curta de couro) e as mulheres o Dirndl (vestido folclórico com um decote acentuado).

Mas como e quando começou tudo isto? E por que tem início em meados de setembro? A resposta está na história da Baviera. Tudo começou no dia 12 de outubro de 1810, durante as comemorações do casamento do Príncipe Herdeiro Ludwig (mais tarde, Rei Ludwig I da Baviera) com a Princesa Therese da Saxônia- Hildburghausen. Com a idéia de estimular a participação da população nos festejos, foram organizadas muitas atrações durante vários dias seguidos. E repetiu-se a festa no ano seguinte e no outro... pronto, nascera ali a Oktoberfest que começa no mês de setembro (que tem um clima mais ameno) e que tem sua última semana em outubro e que hoje fascina multidões!

Além da Oktoberfest e das famosas cervejarias e ´biergarten´ espalhados por todo canto, Munique é também a cidade da arte, dos belíssimos parques públicos, jardins, palácios, museus, brasões de armas e de Bandas Oompah banda típica bávara). O Olympiapark, local das Olimpíadas de 1972, é visita obrigatória. Pode-se até patinar no ringue de gelo olímpico e nadar na piscina olímpica. Crianças e adultos encantam-se com o museu de bonecos, a coleção de brinquedos históricos e o teatro de marionetes que apresenta óperas de Mozart.

A Estado da Baviera (ou Bavária, em Latim) possui muitos lugares de grande beleza, como a região dos Alpes, onde está o pico Zugspitze (2,962m), o mais alto da Alemanha, e o Parque Nacional Bayerischer Wald. As montanhas da Baviera são um paraíso para amantes de caminhada e trilha e seus lagos e represas possibilitam a prática de uma grande variedade de esportes aquáticos. A Baviera é também famosa por seus jardins e parques, como o jardim Inglês de Munique, e por seus castelos e palácios: Linderhof, Neuschwanstein e Herrenchiemsee, entre outros. O passeio de barco pelo Rio Danúbio é também um dos pontos altos do turismo da região, assim como a visita às várias pequeninas e românticas cidades, como Monheim.

Apesar da base da economia ser a indústria, a Baviera possui um setor agrícola poderoso, em que se destaca a plantação de lúpulo, para o processo da famosa cerveja (claro!); e dos vinhedos. Munique possui o Museu Alemão, o maior acervo relacionado à história mundial de ciências naturais; a Galeria de Quadros Antigos e a Biblioteca do Estado, que tem mais de seis milhões de livros. Por outro lado, a cidade de Nuremberg conserva, entre outros monumentos, os monastérios de Banz e Ettal e Museu Nacional Germânico.

A Oktoberfest é comemorada em diversas cidades de todo o mundo. E vocês sabem onde é a segunda maior? Sim, em Blumenau, no Brasil, e teve sua primeira edição em 1984. Um belo exemplo de confraternização de quem mora e visita a cidade. Milhares de brasileiros também participam da Oktoberfest em Munique, fazendo turismo e acrescentando sorrisos ao evento. Munique é uma cidade moderna, linda, assim como toda a Baviera, e é muito receptiva aos visitantes, esbanjando encantos que fazem seus visitantes jurarem voltar lá...
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"Humanidades Extemporâneas"

“Humanidades Extemporâneas“ – Um olhar e mil artes

por Chris Herrmann *

Conhecer a pessoa de Tchello d’Barros foi uma das melhores surpresas que tive nos últimos tempos. Sim, porque não é sempre que temos a oportunidade de interagir com alguém tão inteligente, sensível, amável, estudioso, multitalentoso e antenado com o mundo.

Como se não bastasse tudo isso, a cada exposição ou publicação de seus trabalhos, conhecemos novos “Tchellos”: o pesquisador, o observador, o questionador, o preocupado com o mundo, o que alerta para as pequenas grandes coisas da vida, o que vibra, que ama, que chora, que cala e o poeta que sinaliza não conseguir rimar dor com amor.

O retrato deste artista multifacetado nos mostra que é possível reunir e vivenciar diversos talentos numa só pessoa. Sua impressionante coleção fotográfica é mais um ´tijolinho´ que compõe a obra do artista visual/designer, editor/escritor e viajante Tchello d’Barros.

A série fotográfica em P&B Humanidades Extemporâneas dialoga e traz elementos e indícios de outras modalidades de expressão artística, nas quais o artista também se dedica, tais como o desenho, a pintura, a poesia visual, o haicai (poema curto de origem japonesa) etc. E, indo mais além, por que não a música, a dança, a filosofia e a sociologia? São temas presentes nesta série, provando que não precisa haver barreiras para a sensibilidade dos amantes da fotografia.

As imagens fazem parte do acervo do artista e são clicadas em suas viagens por diversas cidades do Brasil e do mundo. São temas variados onde o centro é o ser humano e a dimensão poética de seu cotidiano, suas inquietações, seu silêncio.

Pode-se comparar cada fotografia desta série a um poema curto e intenso como o haicai, que traz na sua essência o olhar único e, neste caso, de um poeta genial. A sequência nos vai tirando a fala, mas não a emoção. Reunidas, as cenas parecem contar uma história que só nós podemos continuar ou concluir, mas dificilmente esquecer.

* Christina Magalhães Herrmann é escritora, editora digital, carioca radicada em Düsseldorf/ Alemanha.




RELEASE

Aliança Francesa (Vitória-ES) apresenta a exposição fotográfica “Humanidades Extemporâneas”, de Tchello d’Barros, com curadoria de Denise Moraes.



A Aliança Francesa, de Vitória-ES, abre nova exposição, desta vez trata-se da série de fotografias em P&B Humanidades Extemporâneas, 23ª exposição individual do artista visual brasileiro Tchello d’Barros. A cidade de Vitória foi escolhida pelo artista por lhe ser uma cidade afetiva, sua família já viveu na capital capixaba e o espaço da exposição da AF foi escolhido pela curadora Denise Moraes por ser uma entidade ligada à cultura francesa. Também porquê a França é um país fortemente associado à fotografia, sendo inclusive visitado eventualmente pelo autor, que tem como principais referenciais os fotógrafos franceses Henry Cartier-Bresson, Pierre Verger e Robert Doisneau.

A curadora acompanha há alguns anos a produção do multifacetado Tchello d’Barros e escolheu essa série de imagens por contrastar e ao mesmo tempo dialogar com outros trabalhos do artista já apresentados na região, como uma série de haicais e a mostra individual de poesia visual Convergências, exibida na faculdade Estácio de Sá.

A coleção de clics é resultante do olhar de viajante que o autor exercita em suas viagens pelo Brasil e Exterior, onde o ser humano – sempre presente nas imagens - é apresentado algumas vezes de forma implícita ou inusitada, em seus aspectos poéticos, dramáticos, culturais, sociopolíticos etc, onde o cotidiano retratado constitui-se numa crônica da contemporaneidade.

Para a escritora carioca, Chris Herrmann, que da Alemanha onde está radicada, acompanha as exposições e publicações de Tchello, “pode-se comparar cada fotografia desta série a um poema curto e intenso como o haicai... reunidas, as cenas parecem contar uma história que só nós podemos continuar ou concluir, mas dificilmente esquecer.”

Segundo o autor, “Humanidades Extemporâneas é um trabalho que diferencia-se de minhas criações em pintura, gravura e literatura, não só na linguagem mas também nas escolhas temáticas e respectivas abordagens. Vivemos um tempo de hiperinformação midiática, poluição visual e afetividades mediadas pelas recentes tecnologias virtuais. A produção dessa série de imagens não pretende negar nada disso, mas perpassa um conceito de extemporaneidade, fora de nosso tempo presente e lugar em que vivemos, com cenas que poderiam ser vivenciadas numa geração anterior ou quem sabe, de uma que ainda está por vir”.


SERVIÇO

Visitação: 23 de setembro a 23 de outubro de 2010
Horários: 2ª a 6ª das 8 às 20h Sábados das 8 às 12h
Endereço: Aliança Francesa | Vitória-ES
Rua Alaor Queiroz de Araújo, 200
Enseada do Suá - Vitória-ES
Curadoria: Denise Moraes
Texto de apresentação: Chris Herrmann
Contatos:
Aliança Francesa - (27) 3345.1498
aliancafrancesavitoria@hotmail.com
Denise Moraes - (27) 3228.1997
denisemoraes53@yahoo.com.br
Tchello d’Barros - (91) 8288.9103
tchello@tchello.art.br