quarta-feira, 25 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Grupo "Go-Brazil" - Munique - 21.Julho.2010

Chris Herrmann

Apresentação do grupo de batuque brasileiro "Go-Brazil" (www.go-brazil.de) na festa da polícia - Munique - 21.Julho.2010

Lothar Kuhn e eu fizemos pequenos filmes e depois a edição final. Quem nos convidou para a festa foi uma integrante do grupo, nossa amiga Susie.




Susie e Lothar

.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Divagações II


Ao andar pela cidade, diariamente por quarenta e cinco minutos, muitos pensamentos e reflexões me assolam. Penso quando a noite no computador, irei registrar tais considerações. Retorno ao trabalho e a inspiração é tragada pelas angústias e dores dos pacientes. Entrego-me e esqueço da Poesia, da reflexão e cota de alegre descoberta mental. A noite enfim sento-me frente ao PC na esperança de que a bela idéia retorne mas ao contrário um branco absoluto instala-se. Como não bastasse a si mesma, a falta traz consigo um sentimento de total desnecessidade de algo registrar, como se aquilo, o isto que me pareceu de alguma importância já não a tivesse e num disparate desnecessário tornara-se.

Então procuro por uma palavra que traduza a palidez casta da lua as cinco da tarde. Rogo por uma expressão capaz de, ligeiramente, capturar as cores da água que corre e leva consigo imagens ribeirinhas. Persigo um adjetivo que defina a abóboda celeste regada de misteriosa lentidão, indiferente a pressa humana soprada pelo hálito das vinte horas. Reviro um dicionário mental sem encontrar o signo que transcenda o delírio dos amantes ...

São estes todos meus particulares invernos, como se a neve dos pólos em meu cérebro estivesse...
Mas é de fato inverno no sul, menos rigoroso mas típico, com manhãs geladas, chuva abundante e algumas flores da estação amenizando meios dias de mãos nos bolsos e pés enfiados em meias e botas deixando abafados dedinhos que sentem uma saudade danada de pisar em cálidas areias e transpirar livremente.

Um olé é necessário; temos agasalhos e por aqui grandes calamidades não houveram.

Borbulha no frasco que contem frágil existência, uma herança; fragrância dos trópicos quimeras da primavera eterna a soprar é a vida e nela cabem lembranças e sobretudo esquecimentos e a eles brindo pois que outono com sucesso alcançou seu final e consigo tantas crianças e fizeram-nos crer que as que vivem no céu sorriem, por doce inocência e latente uma palavra ressurge no horizonte entre raios e trovões desta noite; vida !

segunda-feira, 24 de maio de 2010

TIQUE-TAQUE

 
 










Hoje escutei o barulho do tempo
O tique-taque implacável, sem fim
Que revela  meus fardos insuportáveis:
As inúmeras pedras do caminho.
Está tudo ali, num canto da memória,
O tempo com seus ponteiros imperceptíveis
Chuta pro esquecimento o imperdoável
As dores encostadas nas paredes da alma
descoram  e os sorrisos me acalmam
Meio que em paz, tento lembrar o suficiente
Pra me fazer tocar a vida
As sensações, o gozo, o delírio dos voos
O frio na barriga dos amores perfeitos
As janelas que abri inda agora
Rescenderam um breve perfume de jasmins.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA PAQUETÁ NO RIO DE JANEIRO






Photobucket



Livro Editado pela Editora Somar
Soninha Porto e Márcia Martins
smf.soninhaportoalegre@gmail.com
marfermartins@hotmail.com

sábado, 15 de maio de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

DIA LEGAL


Soninha Porto

Hoje entre meus afazeres, observo o dia de chuva fina a cair sobre telhados e de repente, num passe de mágica, um calor escaldante,  que faz brotar o suor em meu rosto, um dia confuso!
Ligo o computador, é o dia da mulher, o meu dia e de todas as mulheres, as que conheço e outras só pela telinha do pc, sinto meu coração palpitando, é necessário homenagear essas mulheres.
Olho pela minha janela, busco inspiração, ouço sons de buzina e sinto que o dia está mesmo com cara de segunda-feira, mas tenho que transformá-lo, fazer com que seja um dia importante, já que ele é tão reverenciado...
O que fazer para essas maravilhosas mulheres, que me acompanham há mais de 4 anos, na Poemas à Flor da Pele?
Basilina, Dora, Sirlei, Marcinha, Sandra e Goreti, mulheres que há muito tempo trocamos idéias, fazemos e acontecemos em eventos culturais e fortalecemos uma linda amizade.
A Comunidade que tá virando Associação Cultural, dá mais um passo nessa escalada vertiginosa, que só é possível porque essas mulheres acreditam no que acredito e me apóiam e me seguem e eu as apóio e as sigo também. Não posso deixar de dizer que os homens também.
É a Ana, a Telma, a Lena, a Rose, a Rosa, a Sandra, a Enise, a Leinecy, as Carmens, a Denise, a Fátima, as Claus, as Glórias, a Nádia, a Mary, a Lydiah, a Ligia, as Juçaras, a Cida, a Marineves, a B@by, a Zia, a Angela, a Roseane, a Gilda, a Luciana, a Andrea, as Soninhas, a Sara, a Arlete, a Uil, tantos e tantos nomes que são significativos em minha vida.
Recorro a comunidade de Lenise, moderadora de tempos da Poemas e que faz um trabalho de pesquisa de imagens inigualável, tudo ali é lindo e perfeito, por sinal usei as suas dicas para lhe homenagear pelo seu aniversário, agora dia 6 de março, não é brincadeira não, é verdade, depois da comunidade da Lenise, nada do que se faça tem graça. E lá na sua página encontrei o que precisava: uma moldura colorida, psicodélica até, para enfeitar os rostos que estão em meus arquivos, selecionei aqueles que estão mais presentes, rostos que fazem parte da minha vida, do meu dia-a-dia, tão conhecidos, tão íntimos, tão amigos!
E passei horas e horas buscando, selecionando, fentando imprimir a todos eles o meu sentimento de gratidão, de amizade, numa forma de dizer a essas maravilhosas mulheres que as amo, que seus rostos me encantam e me inspiram, porque circulam pela página da Poemas, onde escrevem poesias lindas, fazem artes digitais e formatações e deixam suas palavras e, principalmente: seus rostos que emocionam, não só a mim, mas a todos que passam por aqui.
Cada vez que os vejo alegres, com histórias lindas de amor, de felicidade, de luta, do viver bem, ou tristes, por doenças, fobias e perdas, e penso o quão pouco faço para retribuir-lhes a atenção e o cuidado para comigo.
O telefone toca, Chico, meu filho, interrompe meus pensamentos e o meu vertiginoso trabalho, chamando para almoçar. Fomos no bar do Alfredo, ali na esquina de casa, onde tem uma comidinha caseira bem boa. Ao sair, uns pingos de chuva começam a cair, eu e o Shin corremos com medo de a chuva aumentar, ao entrar no bar a dona logo dispara, como se não pudesse deixar de dizer: Feliz dia da Mulher!
Comi rapidamente, o trabalho me esperava, meus rostos me esperavam.
Será que eles irão sentir todo o carinho que tenho por eles, só com essa pequena homenagem? Será que eles sabem o quanto são importantes para mim? E se esqueci de alguém?
Assim nessa luta interior terminei o último quadro, fui do Sul ao Norte e até Portugal, tentei fazer o melhor. Ai, se não gostaram tenham piedade de quem vive só de rostos.