quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"Humanidades Extemporâneas"

“Humanidades Extemporâneas“ – Um olhar e mil artes

por Chris Herrmann *

Conhecer a pessoa de Tchello d’Barros foi uma das melhores surpresas que tive nos últimos tempos. Sim, porque não é sempre que temos a oportunidade de interagir com alguém tão inteligente, sensível, amável, estudioso, multitalentoso e antenado com o mundo.

Como se não bastasse tudo isso, a cada exposição ou publicação de seus trabalhos, conhecemos novos “Tchellos”: o pesquisador, o observador, o questionador, o preocupado com o mundo, o que alerta para as pequenas grandes coisas da vida, o que vibra, que ama, que chora, que cala e o poeta que sinaliza não conseguir rimar dor com amor.

O retrato deste artista multifacetado nos mostra que é possível reunir e vivenciar diversos talentos numa só pessoa. Sua impressionante coleção fotográfica é mais um ´tijolinho´ que compõe a obra do artista visual/designer, editor/escritor e viajante Tchello d’Barros.

A série fotográfica em P&B Humanidades Extemporâneas dialoga e traz elementos e indícios de outras modalidades de expressão artística, nas quais o artista também se dedica, tais como o desenho, a pintura, a poesia visual, o haicai (poema curto de origem japonesa) etc. E, indo mais além, por que não a música, a dança, a filosofia e a sociologia? São temas presentes nesta série, provando que não precisa haver barreiras para a sensibilidade dos amantes da fotografia.

As imagens fazem parte do acervo do artista e são clicadas em suas viagens por diversas cidades do Brasil e do mundo. São temas variados onde o centro é o ser humano e a dimensão poética de seu cotidiano, suas inquietações, seu silêncio.

Pode-se comparar cada fotografia desta série a um poema curto e intenso como o haicai, que traz na sua essência o olhar único e, neste caso, de um poeta genial. A sequência nos vai tirando a fala, mas não a emoção. Reunidas, as cenas parecem contar uma história que só nós podemos continuar ou concluir, mas dificilmente esquecer.

* Christina Magalhães Herrmann é escritora, editora digital, carioca radicada em Düsseldorf/ Alemanha.




RELEASE

Aliança Francesa (Vitória-ES) apresenta a exposição fotográfica “Humanidades Extemporâneas”, de Tchello d’Barros, com curadoria de Denise Moraes.



A Aliança Francesa, de Vitória-ES, abre nova exposição, desta vez trata-se da série de fotografias em P&B Humanidades Extemporâneas, 23ª exposição individual do artista visual brasileiro Tchello d’Barros. A cidade de Vitória foi escolhida pelo artista por lhe ser uma cidade afetiva, sua família já viveu na capital capixaba e o espaço da exposição da AF foi escolhido pela curadora Denise Moraes por ser uma entidade ligada à cultura francesa. Também porquê a França é um país fortemente associado à fotografia, sendo inclusive visitado eventualmente pelo autor, que tem como principais referenciais os fotógrafos franceses Henry Cartier-Bresson, Pierre Verger e Robert Doisneau.

A curadora acompanha há alguns anos a produção do multifacetado Tchello d’Barros e escolheu essa série de imagens por contrastar e ao mesmo tempo dialogar com outros trabalhos do artista já apresentados na região, como uma série de haicais e a mostra individual de poesia visual Convergências, exibida na faculdade Estácio de Sá.

A coleção de clics é resultante do olhar de viajante que o autor exercita em suas viagens pelo Brasil e Exterior, onde o ser humano – sempre presente nas imagens - é apresentado algumas vezes de forma implícita ou inusitada, em seus aspectos poéticos, dramáticos, culturais, sociopolíticos etc, onde o cotidiano retratado constitui-se numa crônica da contemporaneidade.

Para a escritora carioca, Chris Herrmann, que da Alemanha onde está radicada, acompanha as exposições e publicações de Tchello, “pode-se comparar cada fotografia desta série a um poema curto e intenso como o haicai... reunidas, as cenas parecem contar uma história que só nós podemos continuar ou concluir, mas dificilmente esquecer.”

Segundo o autor, “Humanidades Extemporâneas é um trabalho que diferencia-se de minhas criações em pintura, gravura e literatura, não só na linguagem mas também nas escolhas temáticas e respectivas abordagens. Vivemos um tempo de hiperinformação midiática, poluição visual e afetividades mediadas pelas recentes tecnologias virtuais. A produção dessa série de imagens não pretende negar nada disso, mas perpassa um conceito de extemporaneidade, fora de nosso tempo presente e lugar em que vivemos, com cenas que poderiam ser vivenciadas numa geração anterior ou quem sabe, de uma que ainda está por vir”.


SERVIÇO

Visitação: 23 de setembro a 23 de outubro de 2010
Horários: 2ª a 6ª das 8 às 20h Sábados das 8 às 12h
Endereço: Aliança Francesa | Vitória-ES
Rua Alaor Queiroz de Araújo, 200
Enseada do Suá - Vitória-ES
Curadoria: Denise Moraes
Texto de apresentação: Chris Herrmann
Contatos:
Aliança Francesa - (27) 3345.1498
aliancafrancesavitoria@hotmail.com
Denise Moraes - (27) 3228.1997
denisemoraes53@yahoo.com.br
Tchello d’Barros - (91) 8288.9103
tchello@tchello.art.br


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Grupo "Go-Brazil" - Munique - 21.Julho.2010

Chris Herrmann

Apresentação do grupo de batuque brasileiro "Go-Brazil" (www.go-brazil.de) na festa da polícia - Munique - 21.Julho.2010

Lothar Kuhn e eu fizemos pequenos filmes e depois a edição final. Quem nos convidou para a festa foi uma integrante do grupo, nossa amiga Susie.




Susie e Lothar

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Divagações II


Ao andar pela cidade, diariamente por quarenta e cinco minutos, muitos pensamentos e reflexões me assolam. Penso quando a noite no computador, irei registrar tais considerações. Retorno ao trabalho e a inspiração é tragada pelas angústias e dores dos pacientes. Entrego-me e esqueço da Poesia, da reflexão e cota de alegre descoberta mental. A noite enfim sento-me frente ao PC na esperança de que a bela idéia retorne mas ao contrário um branco absoluto instala-se. Como não bastasse a si mesma, a falta traz consigo um sentimento de total desnecessidade de algo registrar, como se aquilo, o isto que me pareceu de alguma importância já não a tivesse e num disparate desnecessário tornara-se.

Então procuro por uma palavra que traduza a palidez casta da lua as cinco da tarde. Rogo por uma expressão capaz de, ligeiramente, capturar as cores da água que corre e leva consigo imagens ribeirinhas. Persigo um adjetivo que defina a abóboda celeste regada de misteriosa lentidão, indiferente a pressa humana soprada pelo hálito das vinte horas. Reviro um dicionário mental sem encontrar o signo que transcenda o delírio dos amantes ...

São estes todos meus particulares invernos, como se a neve dos pólos em meu cérebro estivesse...
Mas é de fato inverno no sul, menos rigoroso mas típico, com manhãs geladas, chuva abundante e algumas flores da estação amenizando meios dias de mãos nos bolsos e pés enfiados em meias e botas deixando abafados dedinhos que sentem uma saudade danada de pisar em cálidas areias e transpirar livremente.

Um olé é necessário; temos agasalhos e por aqui grandes calamidades não houveram.

Borbulha no frasco que contem frágil existência, uma herança; fragrância dos trópicos quimeras da primavera eterna a soprar é a vida e nela cabem lembranças e sobretudo esquecimentos e a eles brindo pois que outono com sucesso alcançou seu final e consigo tantas crianças e fizeram-nos crer que as que vivem no céu sorriem, por doce inocência e latente uma palavra ressurge no horizonte entre raios e trovões desta noite; vida !

segunda-feira, 24 de maio de 2010

TIQUE-TAQUE

 
 










Hoje escutei o barulho do tempo
O tique-taque implacável, sem fim
Que revela  meus fardos insuportáveis:
As inúmeras pedras do caminho.
Está tudo ali, num canto da memória,
O tempo com seus ponteiros imperceptíveis
Chuta pro esquecimento o imperdoável
As dores encostadas nas paredes da alma
descoram  e os sorrisos me acalmam
Meio que em paz, tento lembrar o suficiente
Pra me fazer tocar a vida
As sensações, o gozo, o delírio dos voos
O frio na barriga dos amores perfeitos
As janelas que abri inda agora
Rescenderam um breve perfume de jasmins.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA PAQUETÁ NO RIO DE JANEIRO






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Livro Editado pela Editora Somar
Soninha Porto e Márcia Martins
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sábado, 15 de maio de 2010