segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Oktoberfest em Munique - a festa da alegria

Publicado na revista VOCÊ EMPRESARIAL - Estado do Pará/Brasil - Set-Out/2010






OKTOBERFEST EM MUNIQUE
A FESTA DA ALEGRIA
Chris Herrmann

Chris Herrmann (Düsseldorf – Alemanha)
CORRESPONDENTE INTERNACIONAL
Brasileira, escritora e tradutora.


Todos os anos em Munique, a capital da Baviera na Alemanha, no parque Theresienwiese (nome dado em homenagem à Princesa Therese), popularmente conhecido como “Wies´n“, acontece a maior festa popular do mundo: a Oktoberfest. Com 17 dias de duração, a festa este ano será de 18 de setembro a 4 de outubro e movimentará um contingente de cerca de 6 milhões de pessoas que virão de todas as partes do mundo para desfrutar deste desfile de cores e muito alto astral.

Neste ano de 2010 as festividades contarão com um jubileu muito especial, que são os 200 anos de sua existência. É a 177ª vez que a cidade se transforma num palco de muita alegria, bebida, comida e atrações para uma multidão sedenta de diversão, já que por 24 vezes a Oktoberfest teve que ser cancelada por conta de guerras ou epidemias.

Além da gastronomia e atrações diversas que movimentam a montagem de um sem-número de barracas e brinquedos, como carrosséis e rodas-gigantes. A vestimenta é parte importantíssima para os preparativos da festa. Para festejar como um ´bávaro´ é preciso cuidar do visual típico. Os homens vestem a Lederhose (calça curta de couro) e as mulheres o Dirndl (vestido folclórico com um decote acentuado).

Mas como e quando começou tudo isto? E por que tem início em meados de setembro? A resposta está na história da Baviera. Tudo começou no dia 12 de outubro de 1810, durante as comemorações do casamento do Príncipe Herdeiro Ludwig (mais tarde, Rei Ludwig I da Baviera) com a Princesa Therese da Saxônia- Hildburghausen. Com a idéia de estimular a participação da população nos festejos, foram organizadas muitas atrações durante vários dias seguidos. E repetiu-se a festa no ano seguinte e no outro... pronto, nascera ali a Oktoberfest que começa no mês de setembro (que tem um clima mais ameno) e que tem sua última semana em outubro e que hoje fascina multidões!

Além da Oktoberfest e das famosas cervejarias e ´biergarten´ espalhados por todo canto, Munique é também a cidade da arte, dos belíssimos parques públicos, jardins, palácios, museus, brasões de armas e de Bandas Oompah banda típica bávara). O Olympiapark, local das Olimpíadas de 1972, é visita obrigatória. Pode-se até patinar no ringue de gelo olímpico e nadar na piscina olímpica. Crianças e adultos encantam-se com o museu de bonecos, a coleção de brinquedos históricos e o teatro de marionetes que apresenta óperas de Mozart.

A Estado da Baviera (ou Bavária, em Latim) possui muitos lugares de grande beleza, como a região dos Alpes, onde está o pico Zugspitze (2,962m), o mais alto da Alemanha, e o Parque Nacional Bayerischer Wald. As montanhas da Baviera são um paraíso para amantes de caminhada e trilha e seus lagos e represas possibilitam a prática de uma grande variedade de esportes aquáticos. A Baviera é também famosa por seus jardins e parques, como o jardim Inglês de Munique, e por seus castelos e palácios: Linderhof, Neuschwanstein e Herrenchiemsee, entre outros. O passeio de barco pelo Rio Danúbio é também um dos pontos altos do turismo da região, assim como a visita às várias pequeninas e românticas cidades, como Monheim.

Apesar da base da economia ser a indústria, a Baviera possui um setor agrícola poderoso, em que se destaca a plantação de lúpulo, para o processo da famosa cerveja (claro!); e dos vinhedos. Munique possui o Museu Alemão, o maior acervo relacionado à história mundial de ciências naturais; a Galeria de Quadros Antigos e a Biblioteca do Estado, que tem mais de seis milhões de livros. Por outro lado, a cidade de Nuremberg conserva, entre outros monumentos, os monastérios de Banz e Ettal e Museu Nacional Germânico.

A Oktoberfest é comemorada em diversas cidades de todo o mundo. E vocês sabem onde é a segunda maior? Sim, em Blumenau, no Brasil, e teve sua primeira edição em 1984. Um belo exemplo de confraternização de quem mora e visita a cidade. Milhares de brasileiros também participam da Oktoberfest em Munique, fazendo turismo e acrescentando sorrisos ao evento. Munique é uma cidade moderna, linda, assim como toda a Baviera, e é muito receptiva aos visitantes, esbanjando encantos que fazem seus visitantes jurarem voltar lá...
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"Humanidades Extemporâneas"

“Humanidades Extemporâneas“ – Um olhar e mil artes

por Chris Herrmann *

Conhecer a pessoa de Tchello d’Barros foi uma das melhores surpresas que tive nos últimos tempos. Sim, porque não é sempre que temos a oportunidade de interagir com alguém tão inteligente, sensível, amável, estudioso, multitalentoso e antenado com o mundo.

Como se não bastasse tudo isso, a cada exposição ou publicação de seus trabalhos, conhecemos novos “Tchellos”: o pesquisador, o observador, o questionador, o preocupado com o mundo, o que alerta para as pequenas grandes coisas da vida, o que vibra, que ama, que chora, que cala e o poeta que sinaliza não conseguir rimar dor com amor.

O retrato deste artista multifacetado nos mostra que é possível reunir e vivenciar diversos talentos numa só pessoa. Sua impressionante coleção fotográfica é mais um ´tijolinho´ que compõe a obra do artista visual/designer, editor/escritor e viajante Tchello d’Barros.

A série fotográfica em P&B Humanidades Extemporâneas dialoga e traz elementos e indícios de outras modalidades de expressão artística, nas quais o artista também se dedica, tais como o desenho, a pintura, a poesia visual, o haicai (poema curto de origem japonesa) etc. E, indo mais além, por que não a música, a dança, a filosofia e a sociologia? São temas presentes nesta série, provando que não precisa haver barreiras para a sensibilidade dos amantes da fotografia.

As imagens fazem parte do acervo do artista e são clicadas em suas viagens por diversas cidades do Brasil e do mundo. São temas variados onde o centro é o ser humano e a dimensão poética de seu cotidiano, suas inquietações, seu silêncio.

Pode-se comparar cada fotografia desta série a um poema curto e intenso como o haicai, que traz na sua essência o olhar único e, neste caso, de um poeta genial. A sequência nos vai tirando a fala, mas não a emoção. Reunidas, as cenas parecem contar uma história que só nós podemos continuar ou concluir, mas dificilmente esquecer.

* Christina Magalhães Herrmann é escritora, editora digital, carioca radicada em Düsseldorf/ Alemanha.




RELEASE

Aliança Francesa (Vitória-ES) apresenta a exposição fotográfica “Humanidades Extemporâneas”, de Tchello d’Barros, com curadoria de Denise Moraes.



A Aliança Francesa, de Vitória-ES, abre nova exposição, desta vez trata-se da série de fotografias em P&B Humanidades Extemporâneas, 23ª exposição individual do artista visual brasileiro Tchello d’Barros. A cidade de Vitória foi escolhida pelo artista por lhe ser uma cidade afetiva, sua família já viveu na capital capixaba e o espaço da exposição da AF foi escolhido pela curadora Denise Moraes por ser uma entidade ligada à cultura francesa. Também porquê a França é um país fortemente associado à fotografia, sendo inclusive visitado eventualmente pelo autor, que tem como principais referenciais os fotógrafos franceses Henry Cartier-Bresson, Pierre Verger e Robert Doisneau.

A curadora acompanha há alguns anos a produção do multifacetado Tchello d’Barros e escolheu essa série de imagens por contrastar e ao mesmo tempo dialogar com outros trabalhos do artista já apresentados na região, como uma série de haicais e a mostra individual de poesia visual Convergências, exibida na faculdade Estácio de Sá.

A coleção de clics é resultante do olhar de viajante que o autor exercita em suas viagens pelo Brasil e Exterior, onde o ser humano – sempre presente nas imagens - é apresentado algumas vezes de forma implícita ou inusitada, em seus aspectos poéticos, dramáticos, culturais, sociopolíticos etc, onde o cotidiano retratado constitui-se numa crônica da contemporaneidade.

Para a escritora carioca, Chris Herrmann, que da Alemanha onde está radicada, acompanha as exposições e publicações de Tchello, “pode-se comparar cada fotografia desta série a um poema curto e intenso como o haicai... reunidas, as cenas parecem contar uma história que só nós podemos continuar ou concluir, mas dificilmente esquecer.”

Segundo o autor, “Humanidades Extemporâneas é um trabalho que diferencia-se de minhas criações em pintura, gravura e literatura, não só na linguagem mas também nas escolhas temáticas e respectivas abordagens. Vivemos um tempo de hiperinformação midiática, poluição visual e afetividades mediadas pelas recentes tecnologias virtuais. A produção dessa série de imagens não pretende negar nada disso, mas perpassa um conceito de extemporaneidade, fora de nosso tempo presente e lugar em que vivemos, com cenas que poderiam ser vivenciadas numa geração anterior ou quem sabe, de uma que ainda está por vir”.


SERVIÇO

Visitação: 23 de setembro a 23 de outubro de 2010
Horários: 2ª a 6ª das 8 às 20h Sábados das 8 às 12h
Endereço: Aliança Francesa | Vitória-ES
Rua Alaor Queiroz de Araújo, 200
Enseada do Suá - Vitória-ES
Curadoria: Denise Moraes
Texto de apresentação: Chris Herrmann
Contatos:
Aliança Francesa - (27) 3345.1498
aliancafrancesavitoria@hotmail.com
Denise Moraes - (27) 3228.1997
denisemoraes53@yahoo.com.br
Tchello d’Barros - (91) 8288.9103
tchello@tchello.art.br


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Grupo "Go-Brazil" - Munique - 21.Julho.2010

Chris Herrmann

Apresentação do grupo de batuque brasileiro "Go-Brazil" (www.go-brazil.de) na festa da polícia - Munique - 21.Julho.2010

Lothar Kuhn e eu fizemos pequenos filmes e depois a edição final. Quem nos convidou para a festa foi uma integrante do grupo, nossa amiga Susie.




Susie e Lothar

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Divagações II


Ao andar pela cidade, diariamente por quarenta e cinco minutos, muitos pensamentos e reflexões me assolam. Penso quando a noite no computador, irei registrar tais considerações. Retorno ao trabalho e a inspiração é tragada pelas angústias e dores dos pacientes. Entrego-me e esqueço da Poesia, da reflexão e cota de alegre descoberta mental. A noite enfim sento-me frente ao PC na esperança de que a bela idéia retorne mas ao contrário um branco absoluto instala-se. Como não bastasse a si mesma, a falta traz consigo um sentimento de total desnecessidade de algo registrar, como se aquilo, o isto que me pareceu de alguma importância já não a tivesse e num disparate desnecessário tornara-se.

Então procuro por uma palavra que traduza a palidez casta da lua as cinco da tarde. Rogo por uma expressão capaz de, ligeiramente, capturar as cores da água que corre e leva consigo imagens ribeirinhas. Persigo um adjetivo que defina a abóboda celeste regada de misteriosa lentidão, indiferente a pressa humana soprada pelo hálito das vinte horas. Reviro um dicionário mental sem encontrar o signo que transcenda o delírio dos amantes ...

São estes todos meus particulares invernos, como se a neve dos pólos em meu cérebro estivesse...
Mas é de fato inverno no sul, menos rigoroso mas típico, com manhãs geladas, chuva abundante e algumas flores da estação amenizando meios dias de mãos nos bolsos e pés enfiados em meias e botas deixando abafados dedinhos que sentem uma saudade danada de pisar em cálidas areias e transpirar livremente.

Um olé é necessário; temos agasalhos e por aqui grandes calamidades não houveram.

Borbulha no frasco que contem frágil existência, uma herança; fragrância dos trópicos quimeras da primavera eterna a soprar é a vida e nela cabem lembranças e sobretudo esquecimentos e a eles brindo pois que outono com sucesso alcançou seu final e consigo tantas crianças e fizeram-nos crer que as que vivem no céu sorriem, por doce inocência e latente uma palavra ressurge no horizonte entre raios e trovões desta noite; vida !

segunda-feira, 24 de maio de 2010

TIQUE-TAQUE

 
 










Hoje escutei o barulho do tempo
O tique-taque implacável, sem fim
Que revela  meus fardos insuportáveis:
As inúmeras pedras do caminho.
Está tudo ali, num canto da memória,
O tempo com seus ponteiros imperceptíveis
Chuta pro esquecimento o imperdoável
As dores encostadas nas paredes da alma
descoram  e os sorrisos me acalmam
Meio que em paz, tento lembrar o suficiente
Pra me fazer tocar a vida
As sensações, o gozo, o delírio dos voos
O frio na barriga dos amores perfeitos
As janelas que abri inda agora
Rescenderam um breve perfume de jasmins.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA PAQUETÁ NO RIO DE JANEIRO






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Livro Editado pela Editora Somar
Soninha Porto e Márcia Martins
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